‘Imune, nenhum país do mundo fica’, diz ex-presidente da Petrobras sobre alta do diesel
Preço do produto subiu 19,4% desde início do conflito no Oriente Médio; ‘JR News’ conversou com Jean Paul Prates
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Desde o início da guerra no Oriente Médio, o preço médio do diesel no Brasil subiu 19,4%, segundo levantamento da Associação Brasileira de Operadores Logísticos. Embora não haja falta de combustível, dificuldades foram relatadas em estados brasileiros como São Paulo e Minas Gerais.
Em entrevista ao Jornal da Record News, o ex-presidente da Petrobras Jean Paul Prates discutiu a situação atual e as medidas governamentais para reduzir os impactos dessa crise.

“Hoje nós temos um choque inflacionário não só no petróleo, como nas refinarias, nos derivados das refinarias, no transporte, no seguro, nos combustíveis que derivam das refinarias, na logística em geral. Isso tem afetado, sobretudo, países satélites a países grandes compradores”, comenta.
O ex-presidente afirma que nenhum país consegue agir completamente independente em situações de conflito como esta. “Ficar completamente imune, nenhum país do mundo, mesmo autossuficiente em tudo, fica totalmente imune porque os mercados se mexem”.
Para enfrentar a defasagem entre os preços internos e internacionais do diesel, o governo brasileiro adotou medidas como redução tributária federal sobre combustíveis e uma subvenção temporária para importadores. Segundo ele, países asiáticos enfrentam crises severas com racionamento e restrições ao uso de energia. Apesar disso, o Brasil possui uma segurança devido à disponibilidade de petróleo bruto.
“Nós temos, felizmente, um pouco de segurança em relação a ter um amortecimento dessas consequências. [...] E temos um déficit de diesel em função do parque de refino, que chega de 20% a 30%, dependendo da época do ano. Então, o nosso crítico é diesel. E no diesel o governo chegou a tomar providências que, inicialmente, contiveram esses preços e que podem contê-lo aí por mais uma semana”, explica.
Prates também destacou que, apesar das dificuldades logísticas agravadas pela tensão na região do estreito de Ormuz, alternativas parciais estão sendo exploradas por outros países afetados.
“Ormuz fechado, totalmente fechado, é grande prejuízo para a indústria do petróleo e grande ameaça para os maiores consumidores de petróleo, independente também de gás natural liquefeito”, explica.
No contexto nacional brasileiro, o ex-presidente ressaltou a importância das distribuidoras na manutenção dos estoques locais por meio da diluição dos custos adicionais ao longo da cadeia produtiva.
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