Índice que reajusta tarifas públicas acelera alta em fevereiro
Em 12 meses, o indicador geral de preços registrou alta de 12,05%
Economia|Do R7

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), indicador usado para o reajuste de diversas tarifas públicas, variou 1,55%, em fevereiro, de acordo com dados da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgados nesta quarta-feira (17). A taxa apurada em janeiro foi de 0,69%. Em fevereiro de 2015, a variação foi de 0,43%.
A taxa acumulada em 2016, até fevereiro, é de 2,24%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 12,05%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
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Indicadores
O IGP é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.
O IPA variou 1,69%, em fevereiro. Em janeiro, a variação foi de 0,63%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de 1,83%, em fevereiro, ante 1,27%, em janeiro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo bens de consumo não duráveis, exceto alimentação e combustíveis, cuja taxa passou de -0,37% para 2,12%.
O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,54%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,45%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 1,34%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,21%. Três dos cinco subgrupos apresentaram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,35% para 1,98%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de 1,63%. No mês anterior, este índice registrou variação de 0,32%.
O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,96%. Em janeiro, a taxa foi de 0,36%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: milho (em grão) (4,90% para 20,01%), bovinos (-0,80% para 2,28%) e minério de ferro (-5,62% para -2,58%). Em sentido inverso, destacaram-se os itens: aves (-0,92% para -4,62%), leite in natura (1,26% para -0,27%) e laranja (1,14% para -4,44%).
O IPC registrou variação de 1,64%, em fevereiro, ante 1,05%, em janeiro. As oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (0,77% para 2,26%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de ônibus urbano (1,33% para 6,69%).
Nos outros sete grupos, as taxas de variação tiveram o seguinte comportamento:
— Educação, Leitura e Recreação (1,98% para 3,60%);
— Habitação (0,53% para 1,05%);
— Alimentação (1,99% para 2,06%);
— Comunicação (0,32% para 0,65%);
— Despesas Diversas (0,81% para 1,55%);
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,72%);
— Vestuário (0,41% para 0,43%).
Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: cursos formais (3,24% para 6,51%), empregada doméstica mensalista (0,61% para 2,59%), hortaliças e legumes (12,12% para 15,19%), mensalidade para TV por assinatura (0,86% para 2,04%), cigarros (0,74% para 2,36%), medicamentos em geral (0,09% para 0,37%) e roupas femininas (0,14% para 0,36%), respectivamente.
O INCC registrou, em fevereiro, taxa de variação de 0,37%, ante 0,22%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,39%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,28%. No mês anterior, este índice variou 0,06%.















