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Indústria acumula perda de 1,2% em três meses de queda na produção, diz IBGE

Economia|Do R7

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A indústria registrou perdas na produção em 11 das 26 atividades pesquisadas na passagem de junho para julho, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na média global, a produção recuou 0,3%, o terceiro mês seguido de resultado negativo, acumulando perda de 1,2% no período.

"Se tem algo diferente este mês, é o fato de que o recuo ficou mais concentrado, teve um número menor de segmentos em queda. Mas tem segmentos importantes que têm comportamento de queda na margem. Essa ideia de que a queda está concentrada é verdadeira. O peso maior dessa queda está nas atividades de maior importância no total da indústria", apontou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

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Em julho, as principais influências negativas foram de outros produtos químicos (-2,6%), bebidas (-4,0%) e produtos alimentícios (-1,0%).

"Alimentos vem com característica adicional que é o terceiro mês seguido de queda na produção. Isso tem relação com açúcar. Tem uma mudança no processamento de cana de açúcar, que direciona a maior parte da cana para o etanol do que para o açúcar. Isso traz impactos negativos para o setor de alimentos", observou Macedo.

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Outras contribuições negativas relevantes foram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,3%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,6%).

Na direção oposta, as indústrias extrativas tiveram crescimento de 6,0% em julho ante junho, a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando uma expansão de 18,5% no período. Nos quatro meses anteriores, porém, houve queda na produção, quando as extrativas acumularam perda de 24,5%.

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Em julho, houve retomada de unidades de extração de minério de ferro, mas também alta na produção e petróleo, apontou André Macedo.

Houve expansão também na fabricação de máquinas e equipamentos (6,0%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (1,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (8,4%), celulose, papel e produtos de papel (2,6%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (6,2%).

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Revisões

O IBGE revisou também na divulgação desta terça-feira o resultado da produção industrial em junho ante maio, de -0,6% para -0,7%.

Na categoria de bens intermediários, a taxa de junho ante maio foi revisada de -0,3% para -0,6%.

O desempenho dos bens de consumo semi e não duráveis em junho ante maio passou de -1,2% para -1,0%. A taxa de maio ante abril saiu de -1,6% para -1,5%.

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