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Indústria de eletrônicos vê mercado abastecido para Black Friday

Segundo associação dos fabricantes, as lojas estão abastecidas e não devem perder vendas por não terem produtos

Economia|Do R7

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Cerca de 41% das fábricas seguem sofrendo com atrasos de produção
Cerca de 41% das fábricas seguem sofrendo com atrasos de produção

O consumidor interessado em aproveitar, nesta sexta-feira (26), a Black Friday para comprar itens como celular, notebook ou tevê não deve, em geral, deixar de ser atendido apesar da falta de componentes que vem dificultando a produção de praticamente metade das fábricas destes e outros produtos eletrônicos.

Mesmo que não se possa descartar a possibilidade de faltar algum modelo nas lojas, a informação da indústria de aparelhos eletroeletrônicos é de que as lojas estão abastecidas e não devem perder vendas por não terem produtos.

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"Nosso setor, felizmente, fornece uma variedade grande de produtos. Se eventualmente faltar algum modelo, o consumidor sempre terá a seu dispor alguma outra opção compatível com o que procura. Dificilmente alguém vai ficar sem produto", prevê Humberto Barbato, presidente da Abinee, a associação dos fabricantes de aparelhos eletroeletrônicos.

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Segundo ele, apesar dos persistentes gargalos de produção, a indústria já está entregando smartphones compatíveis com a tecnologia de comunicação móvel 5G, cuja frequência só começa a funcionar em meados do ano que vem.

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Barbato reconhece, no entanto, que as dificuldades no abastecimento de componentes nas fábricas se prolongam por mais tempo do que o esperado. O setor já enfrentou irregularidades no fornecimento de papelão e materiais plásticos, mas hoje o grande nó está nos componentes eletrônicos.

Já bem conhecida, a crise se deve à escassez global de semicondutores num mundo que se tornou mais digital na pandemia. Não se espera normalização até meados do ano que vem.

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De acordo com uma sondagem feita pela Abinee com associados no mês passado, 41% das fábricas seguem sofrendo com atrasos de produção e entrega em decorrência da insuficiência de componentes eletrônicos no mercado. Num número menor de empresas - 6% do total -, é necessário parar parte da produção por falta dessas peças. Assim, um quarto das fábricas aponta ter estoques de produtos acabados abaixo do normal.

Porém, mesmo com a desorganização das cadeias globais de produção, que tem ainda em seu enredo entraves logísticos nas exportações dos aparelhos e importações de peças - como encarecimento do frete e atrasos no envio e recebimento de cargas -, há otimismo em relação ao ano que vem. Conforme o levantamento da Abinee, 65% dos fabricantes de eletroeletrônicos esperam vender mais em 2022 e 74% falam em ampliar os investimentos.

"Existe confiança, mas é um otimismo cada vez mais moderado por receio do que possa acontecer em relação ao abastecimento e à pandemia, além do impacto da alta dos juros sobre o poder aquisitivo do consumidor", pondera Barbato.

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