Inflação do aluguel desacelera alta na segunda prévia de janeiro
Alimentos, conta de luz e tarifa do ônibus urbano são os principais vilões neste mês
Economia|Do R7

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 0,55% na segunda prévia de janeiro, contra alta de 0,65% no mesmo período de dezembro, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira (19). O período analisado compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
O indicador é conhecido como inflação do aluguel por ser utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis.
O índice é a média aritmética ponderada de três outros índices de preços: IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), com 60%; IPC (Índice de Preços ao Consumidor), com 30%; e INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), com 10%.
O IPA apresentou variação de 0,37%, no segundo decêndio de janeiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,71%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 1,07% para 1,26%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 2,20% para 10,47%.
A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,80%, em dezembro, para 0,36%, em janeiro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,63% para 0,23%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -0,69%. No mês anterior, a taxa foi de 0,17%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: milho (em grão) (9,51% para -0,25%), bovinos (3,57% para 0,56%) e laranja (1,75% para -8,07%). Em sentido oposto, destacam-se: suínos (-9,57% para 0,82%), mandioca (aipim) (1,19% para 6,81%) e aves (-2,57% para -0,99%).
O IPC registrou variação de 1,06%, no segundo decêndio de janeiro, ante 0,66%, no mesmo período do mês anterior. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,64% para 1,49%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 5,07% para 11,74%.
Também foram computados acréscimos nas taxas de variação dos grupos:
— Habitação (0,67% para 1,37%);
— Transportes (0,76% para 1,04%);
— Despesas Diversas (0,15% para 0,76%); e
— Comunicação (0,44% para 0,50%).
As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (2,54% para 6,86%), tarifa de ônibus urbano (-0,20% para 3,34%), cigarros (-0,07% para 1,27%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,40% para 1,51%), respectivamente.
Em contrapartida, registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:
— Saúde e Cuidados Pessoais (0,52% para 0,31%);
— Vestuário (0,42% para 0,05%); e
— Educação, Leitura e Recreação (1,19% para 1,04%).
Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (0,06% para -0,23%), roupas (0,44% para -0,03%) e passagem aérea (27,33% para -7,89%), respectivamente.
O INCC apresentou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,46%. No mês anterior, a taxa foi de 0,28%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa foi de 0,29%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,46%. No mês anterior, este índice variou 0,28%.
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