Inflação dos alimentos foi menor do que a geral em 2021, diz IBGE
Salto relativamente menor do preço dos produtos alimentícios ocorre mesmo com as disparadas do café moído e do açúcar
Economia|Do R7

O Brasil fechou 2021 com a maior inflação dos últimos seis anos, de 10,06%. Ainda assim, o grupo de alimentos e bebidas apresentou uma variação inferior, de 7,94%.
O resultado do grupo é menor que o do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Apesar da alta menor, alguns itens, como o café moído (50,24%) e o açúcar refinado (47,87%), se apresentaram como grandes vilões para o bolso das famílias brasileiras.
Pedro Kislanov, gerente do IPCA (ìndice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), explica que a alta do café ocorreu principalmente no segundo semestre, pois a produção foi prejudicada pelas geadas no inverno.
Já o preço do açúcar foi influenciado por uma oferta menor e pela competição pela matéria-prima para a produção do etanol, combustível que apresentou um salto de 62,23% ao longo de todo o ano passado.
Por outro lado, subitens como a batata-inglesa (-22,82%) e o arroz (-16,88%) tiveram queda de preço em 2021. Vale lembrar, no entanto, que o arroz foi um dos principais componentes da alta do grupo em 2020, quando subiu 76,01%.
Após a variação negativa registrada em novembro (-0,03%), os produtos alimentícios tiveram alta de 0,76% em dezembro. Já os não alimentícios tiveram variação menor que a do mês anterior, passando de 1,11%, em novembro, para 0,72%, em dezembro.















