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Inflação oficial perde ritmo e acumula 4,76% em um ano, diz IBGE

Alta foi puxada pelo setor de educação, que ficou mais pesado no bolso do consumidor

Economia|Do R7

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O setor de alimentos e bebidas ajudou a segurar a alta da inflação
O setor de alimentos e bebidas ajudou a segurar a alta da inflação

A inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), perdeu o ritmo e marcou 0,33% em fevereiro, leve queda em relação a janeiro, quando marcou 0,38%. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (10).

Trata-se do pior resultado para o mês de fevereiro desde 2000, quando ficou em 0,13%. Com o resultado de fevereiro, a inflação oficial acumula 4,76% nos últimos 12 meses.


O principal vilão da inflação em fevereiro foi o grupo de educação, que cresceu 5,04%. Sozinho, ele foi responsável por 70% da alta.

Segundo IBGE, a aceleração na área é motivada pelos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo pelas escolas. Os piores aumentos foram nas cidades de São Paulo (4,94%) e Salvador (10,13%).


Por outro lado, o setor de alimentos e bebidas teve retração de 0,45% e ajudou a conter o índice da inflação. Foi o menor resultado do grupo desde julho de 2010, quando os preços dos alimentos tiveram queda de 0,76%.

Entre os produtos de consumo dos brasileiros que ficaram mais baratos estão o feijão-carioca (-14,22%) e o frango inteiro (-3,83%). A cenoura e as hortaliças, por sua vez, pesaram mais no bolso: 11,77% e 5,88%, respectivamente.

O IPCA é calculado desde 1980, leva em conta famílias com rendimento entre 1 a 40 salários mínimos — de R$ 937 a R$ 37.480 — e abrange dez regiões metropolitanas do País, além das cidades de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

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