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Lobby, aproximação da China e inflação: entenda o que está por trás do aceno de Trump ao Brasil

Economista avalia que governo americano mudou a postura após conversas com empresários brasileiros e pressão do mercado interno devido à inflação

Economia|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Brasil adiou decisão sobre retaliações às tarifas dos EUA aguardando reunião entre Lula e Trump.
  • Economista Ricardo Buso acredita que efeitos da retaliação seriam mais diplomáticos do que econômicos.
  • A aproximação da China com o Brasil e pressões da inflação nos EUA motivam conversas entre os países.
  • Lobby de empresários brasileiros e dependência americana de produtos brasileiros estão em foco nas negociações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente americano afirmou, durante Assembleia Geral da ONU que conversaria com Lula na próxima semana Reprodução/ Record News - 26.09.2025

O governo brasileiro freou, nesta sexta-feira (26), o processo da Lei da Reciprocidade e aguarda a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu par americano, Donald Trump, que pode ocorrer na próxima semana. A decisão sobre a possibilidade de uma retaliação aos Estados Unidos estava prevista para esta terça-feira (23), mas foi adiada. A decisão vem após Trump sinalizar durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, uma possível negociação com o Brasil sobre as tarifas impostas ao país.

Para o economista Ricardo Buso, a medida retaliatória teria um efeito de resposta mais para o campo diplomático do que econômico pela defesa da soberania do país. Uma vez que os Estados Unidos não são o principal parceiro comercial do Brasil e vários setores ficaram de fora das tarifas, Buso acredita que os impactos econômicos aos brasileiros seriam mais pontuais em alguns setores que possuem mais relações comerciais com Washington.

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“Nós precisamos ter a clareza de que, do total que nós exportamos para os Estados Unidos, 12%, 13% do que nós mandamos para lá correspondem ao total da nossa exportação. Já nos Estados Unidos, o que eles mandam para nós é algo em torno de menos de 3%, 1% e alguma coisa, então é muito desproporcional, é complicado você medir forças com parceiro que tem tanto espaço para esticar a corda”, comenta.

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta, Buso ainda lembra que a medida retaliatória veio como último recurso, uma vez que uma negociação sempre foi desejada pelo Brasil com a reciprocidade sendo decidida em um momento em que as portas estavam fechadas: “Como abriu essa porta recentemente, e é óbvio que não foi por química, nada disso, foi por lobby, por interesses econômicos de fato, mas o fato é que abriu a porta, então é o momento realmente de esperar para não tomar nenhuma atitude precipitada, acho importante”.

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Outro ponto listado pelo economista é a inflação norte-americana, que está próxima do limite e fica ainda mais pressionada com as tarifas sobre a carne e café brasileiros dos quais os americanos são dependentes. Além do lobby de empresários brasileiros junto ao governo americano, ele lista a aproximação da China com o Brasil, como outro motivo para a sinalização de conversa com Washington.

“O que ele [Trump] fez foi jogar para a China, que já é o maior parceiro comercial e é o único mercado junto com a Índia talvez que possa dar algum respaldo para essa brecha que abriu no começo internacional para o Brasil, então de fato tem uma preocupação clara com a China”, finaliza Buso.

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