Mais de três milhões de moradores de favela têm intenção de abrir um negócio
Em dez anos, a renda dos habitantes cresceu 54,7%
Economia|Do R7

Nas favelas do Brasil, vivem hoje 12 milhões de pessoas. Deste total, 28% (3,3 milhões) têm intenção de abrir um negócio. Os dados foram apresentados por Renato Meirelles, presidente do Data Popular durante sua palestra no evento MaxiMídia nesta quarta-feira (8).
— A favela tem se visto cada vez mais como protagonista... O Brasil mudou e vai continuar mudando. Quando se oferece oportunidades, a favela dá um banho no asfalto.
Em dez anos, a renda dos moradores das favelas cresceu 54,7%, enquanto que no Brasil, no mesmo período, o avanço foi de 37,9%. No ano passado, o salário médio nas comunidades era de R$ 1.068, contra R$ 603, em 2003. Além disso, 51% dos moradores têm emprego com carteira assinada.
O potencial de consumo também é muito grande. Renato também é um dos autores do livro “Um país chamado Favela”. Segundo ele, esses consumidores são capazes de movimentar um mercado de R$ 64,5 bilhões por ano. Porém, ainda existem barreiras.
— O preconceito faz com que muitas empresas vá para o interior (se instalem) e deixem de enxergar o que está do lado.
Renato explica que não enxergar as comunidades como oportunidade é um risco.
Atualmente, o potencial financeiro dos moradores de favela daria para comprar de 2,1 milhões de TV e 1,2 milhões de tablets.
Favelas concentram maior proporção de TV de tela plana
Segundo Renato, as favelas estão passando por um processo de democratização do consumo. Para ele, a criação do instituto de pesquisa Data Favela auxilia as empresas a chegar até esse público.
— A criação do Data Favela serve justamente para ajudar essas empresas a entender como pensa, que tipo de comunicação funciona mais com o morador da favela e quais são as melhores estratégias de distribuição de produtos.
Os dados apresentados na palestra fazem parte da pesquisa Radiografia das Favelas Brasileiras realizada em setembro de 2013, pelo Data Favela, com 2.000 pessoas. Foram entrevistados moradores de 63 favelas, de dez regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal). Os dados foram transformados no livro Um País Chamado Favela.
A Record é uma das patrocinadoras do evento MaxiMídia. Também participaram da palestra que trouxe o recorte das favelas brasileiras, o fundador da Cufa (Central Única de Favelas) Celso Athayde, e a âncora do Jornal da Record Adriana Araújo.
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