Mais micro e pequenas empresas têm dificuldade de pagar contas em dia
Índice de pontualidade mostra que indústrias pagaram menos contas à vista ou em até 7 dias
Economia|Do R7

A pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,4% em julho deste ano, recuando em relação ao patamar de 96% observado no mês imediatamente anterior. Isso significa que, em julho, a cada mil pagamentos realizados, 954 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias.
Esse resultado também ficou menor que o registrado em julho do ano passado, quando a pontualidade havia sido de 95,9%. De acordo com os economistas da Serasa Experian, o quadro conjuntural adverso, marcado por crédito encarecido, estagnação econômica combinada com aumento de custos têm dificultado a concretização de pagamentos em dia por parte das micro e pequenas empresas neste início de segundo semestre.
As micro e pequenas empresas industriais apresentaram o menor nível de pontualidade de pagamentos em julho deste ano: 94,4%, recuando 1,0 ponto percentual em relação ao dado de junho. Nas micro e pequenas empresas do setor de serviços, o nível de pontualidade foi de 94,5% em julho ao passo que no setor comercial a pontualidade foi de 96,2%.
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Valor
No mês passado, o valor médio dos pagamentos pontuais cresceu 6,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior (R$ 1.888 contra R$ 1.779). O maior valor médio foi registrado pelos pagamentos pontuais das empresas de serviços (R$ 1.938), seguido pelo das empresas comerciais (R$ 1.899) e, por fim, pelas micro e pequenas empresas do segmento industrial (R$ 1.833).
O Indicador Serasa Experian da Pontualidade de Pagamentos das Micro e Pequenas Empresas é construído através dos pagamentos efetuados, mensalmente, por amostra de cerca de 600 mil micro e pequenas empresas, totalizando uma quantidade de, aproximadamente, 8 milhões de pagamentos registrados mensalmente, por seus fornecedores, nas bases de informações sobre pessoas jurídicas da Serasa Experian.
O indicador é segmentado por setor econômico e inicia-se em janeiro de 2006. A Serasa Experian considera como micro e pequenas empresas aquelas cujo faturamento líquido anual não ultrapassa o montante de R$ 4 milhões.
Na semana passada, dados das micro e pequenas empresas mostraram que o setor fechou o primeiro semestre de 2014 com o pior desempenho dos últimos cinco anos, quando ainda sentiam os efeitos da crise econômica global. Para os economistas do Sebrae São Paulo, o baixo desempenho é reflexo da economia fraca e dos menores aumentos reais dos salários, que acabam refletindo sobre o consumo. Confira no vídeo abaixo.
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