Malha fina: Receita cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades nas declarações em 2025
Das 45 milhões de declarações recebidas no ano passado, 7% acabaram retidas, mas adoção dessa medida tem diminuído
Economia|Do R7, em Brasília
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Em 2025, a Receita Federal cobrou R$ 5,2 bilhões por irregularidades na declaração do Imposto de Renda de pessoas físicas referente a 2024, segundo dados apresentados pelo Fisco nesta quinta-feira (9).
Do total, R$ 2,6 bilhões eram referentes à situação de 2,4 milhões de contribuintes que regularizaram a própria situação; o restante da quantia é o montante cobrado de quem caiu na malha fina e não corrigiu a declaração.
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Das 45 milhões de declarações recebidas, 3,2 milhões (7,1%) acabaram retidas na malha. A Receita detalhou, porém, que essa medida resultante da omissão de rendimentos tem caído ao longo dos anos. Entre 2021 e 2025, a taxa foi de 41,4% para 26,1%.
Os dados foram divulgados durante a coletiva sobre os resultados da fiscalização da Receita Federal em 2025. Além do balanço sobre o Imposto de Renda, o Fisco anunciou os planos para este ano.
Expectativas
Para este ano, o Fisco espera adotar definitivamente o programa Confia, uma iniciativa de conformidade cooperativa fiscal que estabelece um relacionamento colaborativo entre a Receita e grandes contribuintes.
Além disso, no primeiro trimestre deste ano, o órgão atualizou a instrução normativa referente a transações com criptoativos. A expectativa é de que a medida possibilite intensificar a cooperação com as administrações tributárias dos demais países que adotam o padrão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) no combate à evasão e à lavagem de dinheiro, bem como ao financiamento de atividades criminosas.
A norma passou por atualização para que, a partir de 2027, possa valer com base no calendário de 2026. E o outro foco do Fisco serão as “bets”. Uma lei sancionada em dezembro último determina a responsabilização solidária pelo recolhimento de tributos incidentes sobre a exploração ilegal de apostas de quota fixa.
Assim, instituições financeiras que, mesmo após serem comunicadas sobre irregularidades, não adotarem medidas restritivas e permitirem transações com apostas desse tipo feitas por operadores não autorizados terão de responder sobre a dívida à Justiça e em conjunto.
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