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Mantega descarta anúncio de reforma do PIS e Cofins antes da eleição

Mudança dos tributos faz parte da agenda de temas para melhorar competitividade empresarial

Economia|Do R7

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De acordo com o ministro, as mudanças podem ser implementadas de forma espaçada
De acordo com o ministro, as mudanças podem ser implementadas de forma espaçada

A reforma que modificará os tributos federais PIS e Cofins está em andamento mas não será apresentada nas duas semanas que antecedem o segundo turno da eleição presidencial, no dia 26 de outubro, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira (13).

— Não tem nenhum pacote. Estamos trabalhando há algum tempo, de modo que o PIS/Cofins vai vir reformado. Porém, não tem prazo para ficar pronto. Certamente não será nessas duas semanas de eleição. Será para depois, ainda este ano .


A proposta de mudança dos dois tributos faz parte da agenda de temas do Ministério da Fazenda para a melhora da competitividade do setor empresarial. A possibilidade de apresentação da reforma do PIS/Cofins nas próximas duas semanas foi informada pelo jornal O Estado de São Paulo neste domingo (12).

De acordo com o ministro, as mudanças podem ser implementadas de forma espaçada, em dois anos, por exemplo, por conta do impacto na arrecadação.


— 15 bilhões de reais é o que custa implementar o PIS/Cofins, permitindo a dedução de créditos, principalmente de serviços, que hoje não são permitidos".

Segundo ele, ainda faltam alguns detalhes técnicos e discussões com segmentos envolvidos.


O ministro disse ainda que juntamente com a reforma do PIS e da Cofins até o fim deste ano poderá ser apresentada também a reforma do tributo estadual ICMS.

Questionado por jornalistas sobre se o governo pode anunciar outras medidas econômicas nas próximas duas semanas, Mantega disse que não estão previstos novos pacotes no período e que o governo tem adotado medidas micro e macroeconômicas, no sentido de dar mais competitividade à iniciativa privada.


— Só medidas econômicas de curto prazo para o andamento da economia.

A economia é um dos temas centrais da disputa presidencial entre a presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, e o candidato do PSDB, Aécio Neves.

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