Marfrig prevê firme demanda externa em 2014; consegue repassar alta do boi
Economia|Do R7
SÃO PAULO, 10 Mar (Reuters) - A divisão de bovinos da Marfrig Alimentos, a principal da companhia em receita, deve ter um aumento das vendas em 2014, com as fortes exportações esperadas e firme demanda interna por cortes especiais neste ano de Copa do Mundo, disse o presidente executivo da empresa.
"Sob o ponto de vista internacional, a demanda continua firme. E este é um grande regulador do mercado interno. E no Brasil esperamos uma demanda maior por cortes especiais neste período de Copa, que é onde estamos bem posicionados", disse o presidente da Marfrig, Sérgio Rial, a jornalistas, em evento para comentar os resultados divulgados no domingo.
Rial não especificou de quanto seria o crescimento na receita.
A Marfrig Beef inclui as operações com bovinos no Brasil, que tem a maior participação na receita, seguida por Uruguai, que responde por cerca de 20 por cento, e a Argentina, com cerca de 5 por cento.
Na Argentina, a empresa fechou duas unidades de abate, em face das dificuldades econômicas no país.
Segundo ele, o preço elevado da arroba bovina, que desde dezembro vem subindo para patamares recordes, não deve impactar nas margens da companhia, uma vez que a companhia está conseguindo repassar os custos, sobretudo no mercado externo.
"Apesar do aumento do preço de gado, a rentabilidade do negócio melhorou, porque o mercado lá fora melhorou", disse.
O executivo também vê perspectiva de grande crescimento da demanda por conta de possíveis aberturas do mercado chinês e norte-americano para a carne in natura do Brasil.
"Hoje a China é o maior destino das exportações da Marfrig a partir do Uruguai. Também acho que não é inconcebível que os EUA abram o mercado ao Brasil", disse.
No Brasil, a empresa operou com 70 por cento da capacidade de abate no início do ano passado, e segue rumo a 80 por cento em 2014, estimou o executivo.
A empresa, segunda produtora de carne bovina do Brasil, beneficiou-se no quarto trimestre de firmes exportações brasileiras, que atingiram perto de 34 por cento das vendas da companhia, contra uma fatia de 30 por cento anteriormente.
(Por Fabíola Gomes)















