Medidas de Trump para combater alta do petróleo sugerem que guerra pode estar longe do fim; veja análise
Preocupação gerada pelo preço inconsistente do petróleo faz mercado internacional questionar o futuro da mercadoria
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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O preço do petróleo se encontra em uma verdadeira montanha-russa desde o início da guerra no Irã. Na madrugada de segunda-feira (9), o barril chegou a custar quase US$ 120, o maior nível já atingido desde 2022. Com o passar do dia, os preços baixaram e, na manhã desta terça (10), estiveram próximos de US$ 90.
A queda se deve à afirmação de Donald Trump de que o conflito poderia acabar em breve, somada às medidas de segurança que ele declarou. Contudo, na análise do professor da escola de economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas) em São Paulo, Daniel Vargas, a realidade pode não ser a que o presidente mostra ao mundo.
Segundo o especialista, os protocolos anunciados pela administração sinalizam antecipar consequências a longo prazo. “Ele [Trump] anuncia que está importando 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela, que agora serão refinados no Texas, como maneira de aliviar o impacto desse preço sobre a própria economia americana. Também, quando ele sinaliza que tem a intenção de intervir no Estreito de Ormuz para normalizar esse fluxo de transporte”.
“Então, se, por um lado, o governo Trump dá um sinal de que a guerra pode estar caminhando para o fim, por outro lado, ele toma decisões que podem ser interpretadas de modo diverso, de quem antecipa consequências de médio e de longo prazo para uma batalha e está tentando buscar formas de atenuar as consequências desse processo ao longo do tempo”, explica Vargas.
Vargas destaca ainda a importância da passagem no comércio internacional de petróleo. Durante o Conexão Record News desta terça (10), ele afirmou que metade do óleo direcionado à China passa por lá, enquanto isso, cerca de 90% das importações da mercadoria pelo Japão também precisam ser transportadas pela região. “Combater a instabilidade ali é fundamental para organizar a economia internacional e evitar mais insegurança”, ele conclui.
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