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Membro da equipe de transição de Lula defende crescimento amparado em programas sociais

Pérsio Arida garante que é possível realizar pagamentos assistenciais com equilíbrio das contas públicas

Economia|Do R7

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Pérsio Arida, ex-presidente do BC (Banco Central) e membro da equipe de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, listou nesta terça-feira (15) os principais desafios econômicos do Brasil. Para ele, é “perfeitamente possível” reverter os problemas de crescimento econômico, inclusão social e preservação do meio ambiente.

Na avaliação de Arida, o Brasil vai enfrentar um cenário externo adverso em 2023, com recessão e juros altos nos Estados Unidos, o que poderá ser revertido pelo apoio à população mais carente. “No curto prazo, temos que atender à população marginalizada, sem trabalho e que passa fome. Precisamos crescer com programas sociais emergenciais por um período razoável de tempo”, avalia.


Segundo Pérsio Arida, é possível equilibrar os benefícios sociais sem causar um rombo nas contas públicas. O tema tem provocado mau humor no mercado financeiro, que estima um grave problema fiscal com algumas das propostas defendidas por Lula. "Sabemos que responsabilidade fiscal e responsabilidade social vão juntas", garante.

Ele diz não ter dúvida de que o Brasil pode “ambicionar um nível mais alto de crescimento econômico” também com políticas de longo prazo. “Inclusão social depende, no longo prazo, de educação, que é o que assegura igualdade de oportunidades para todos”, afirma durante participação em evento do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), em Nova York, nos Estados Unidos.


Ao citar a questão ambiental, Arida menciona a necessidade de o Brasil abandonar a posição de “pária internacional” para se tornar um promotor ativo da melhoria do meio ambiente e da sustentabilidade global.

Em sua fala, ele também defende a abertura e a integração com o mundo, a reforma do Estado e a reforma tributária como prioridades para o desenvolvimento. “Não há economia emergente que tenha se desenvolvido sem ser uma economia aberta. O Brasil tem que abrir sua economia, firmar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, entrar na OCDE e tomar medidas para se integrar na economia mundial.”

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