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Mercado prevê manutenção da taxa de juros nesta semana, mas reduz projeção para o fim de 2023

Expectativas apresentadas pelos analistas mostram taxa Selic em 12,25% ao ano em dezembro, após cortes realizados no 2º semestre

Economia|Do R7


BC mantém a Selic em 13,75% ao ano desde agosto
BC mantém a Selic em 13,75% ao ano desde agosto

A taxa básica de juros da economia brasileira deve ser mantida, pela sétima vez consecutiva, no atual patamar de 13,75% ao ano, o maior nível desde 2017. O veredito final, válido por 45 dias, será anunciado após as 18h da próxima quarta-feira (21).

O patamar atual da Selic está inalterado desde agosto do ano com a intenção de trazer a inflação de volta para o centro da meta. Com o recente arrefecimento dos índices de preço, a expectativa é de que os cortes iniciem no segundo semestre, até que a Selic alcance os 12,25% ao ano em dezembro.

O corte inicial, de 0,25 ponto percentual, agora é previsto para agosto, o que deve resultar em uma sinalização a ser apresentada já no comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária) a ser divulgado ao final da reunião desta semana.

As projeções para as próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) fazem parte das expectativas do mercado financeiro reveladas nesta segunda-feira (19) pelo Relatório Focus, do BC (Banco Central). Até a semana passada, a projeção era de que a taxa Selic encerasse o ano em 12,5% ao ano.

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As previsões reduzem também em 0,5 ponto percentual o patamar esperado para a taxa Selic ao final do ano que vem, em 9,5% ao ano. Para 2025 e 2026, as expectativas sobre os juros seguem inalteradas em, respectivamente, 9% e 8,75%.

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As perspectivas de que o BC vai manter os juros básicos em um nível elevado surge em linha com as previões para a inflação acima do teto da meta. A decisão, no entanto, vai contra as expectativas do governo Lula, que vê o atual patamar da taxa Selic como um entrave para o desenvolvimento da economia.

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Os temores levam em conta que a taxa Selic é a principal ferramenta de política monetária para determinar o avanço dos preços. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

A possibilidade de aceleração da inflação acumulada em 12 meses ao longo do segundo semestre aumenta a incerteza em torno do BC. O período marca a comparação com os três meses de deflação ocasionados pelo corte de impostos para reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica.

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