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Merkel defende que acordo é única solução possível para crise na Grécia

Economia|Do R7

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Berlim, 17 jul (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, apresentou nesta sexta-feira o "duro" acordo para negociar um terceiro resgate para a Grécia como a única solução possível, já que seu governo não permitirá que os gregos caiam em uma situação de "caos e violência". O acordo firmado entre os 19 membros da zona da moeda única é "duro" para a Grécia, mas também para os demais sócios, que prometeram um resgate de até 86,6 bilhões, destacou Merkel em uma sessão extraordinária no Bundestag (Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha) para avaliar a questão. "É uma mostra de solidariedade europeia nunca antes vista", disse a chanceler no plenário, que autorizará sem grande oposição o início das negociações devido à ampla maioria dos conservadores e sociais-democratas, mesmo com a possibilidade de dissidências. Merkel reconheceu que muitos parlamentares têm dúvidas sobre o possível êxito de um terceiro resgate à Grécia e sobre a força do governo de Alexis Tsipras para implementar as reformas estipuladas como contrapartida à assistência financeira. No entanto, argumentou a chanceler, qualquer outra opção ao acordo da última segunda-feira - uma saída desordenada do euro ou o descumprimento dos tratados - teria sido sensivelmente pior. Para Merkel, as alternativas tornariam ainda mais grave a situação econômica e social na Grécia. Já em nível comunitário, teriam colocado em dúvida elementos políticos essenciais da União Europeia. Ter estipulado o novo programa para a Grécia - e a permanência na moeda única - mostra, além disso, a capacidade da Europa para enfrentar desafios e a prepara para outras crises, como o conflito na Ucrânia, o problema da imigração ilegal e a ameaça dos jihadistas, afirmou Merkel. "Não só decidimos sobre a Grécia. Decidimos por uma Europa forte e uma zona do euro forte", destacou. A chefe do governo alemão garantiu que esse acordo é "a última tentativa" de resolver a crise na Grécia e destacou que Atenas cumpriu com todos os requisitos prévios impostos. A chanceler, porém, fez críticas a Tsipras, acusando de adotar uma postura contraditória nos últimos meses ao exigir acabar com reformas e ajustes, ao mesmo tempo que desejava manter-se no euro. Merkel também disse que o atual governo é responsável pela crise na Grécia, que tinha voltado ao caminho do crescimento após anos de recessão e agora apresenta, mais uma vez, um PIB negativo. EFE jpm-nl/lvl

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