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Meta de superávit para 2015 é factível, diz LCA

Economia|Do R7

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O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, considera "bastante factível" a meta de superávit primário para 2015, apresentada nesta terça-feira (15) no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). De acordo com o texto, o governo pretende fazer um esforço fiscal de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) - ou 2% com o abatimento integral previsto de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e das desonerações tributárias.

"O governo está basicamente se comprometendo a entregar um superávit no mesmo nível do que está prometido para 2014 (1,9%) e perto do que tem feito nos últimos anos", afirmou. Segundo ele, em 2015 deve haver uma contribuição maior tanto na parte da arrecadação como na de despesas.

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Do lado das receitas, Borges cita o vencimento de muitas desonerações, que este ano vão diminuir a arrecadação federal em cerca de R$ 18 bilhões, o que não deve se repetir em 2015. "Algumas podem até ser prorrogadas, mas não a totalidade", disse. Outro fator visto como positivo é a folha de pagamento digital, que entrará em vigor em outubro deste ano e ajudará a diminuir a sonegação de impostos. Além disso, em 2015 o governo começará a receber a parcela de receita correspondente à participação da Infraero em consórcios de aeroportos.

Pelo lado das despesas, de acordo com o economista, também deverá haver uma contenção maior do gasto público, já que será o início de um novo governo. "Hoje estamos em ano eleitoral e isso complica a contenção de despesas. Passado esse período, fica mais fácil cortar, independente do governo eleito", explicou. "Isso tudo conspira pra um primário melhor em 2015."

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O ponto do projeto da LDO que mais agradou Borges foi a redução da margem de abatimento de 1% do PIB em 2014 para 0,50% em 2015. "Significa que estão reduzindo as desonerações colocadas em prática no passado. Nos últimos anos, a gente viu uma distância muito grande entre a meta de superávit real e a meta que ficava depois do abatimento. Essa distância agora está diminuindo", observou.

Ele pondera, no entanto, que a proposta apresentada hoje não evita a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito brasileira por parte das agências de classificação de risco. "As agências vão olhar mais para o cumprimento do que o governo está prometendo pra este ano", afirmou. "A LDO é um projeto e ainda pode mudar muito."

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Projeções

Bráulio Borges acredita que não causa estranhamento o fato de o texto da LDO levar em consideração um crescimento de 3% do PIB em 2015, com uma inflação de 5%, ambos distantes das projeções do mercado. "O governo sempre faz isso, infla o PIB real e coloca a inflação mais baixa", disse.

Segundo ele, quando as duas projeções, de PIB e inflação, são "somadas", chega-se a uma previsão de PIB nominal bastante realista e que costuma se aproximar da expectativa dos analistas. "É o PIB nominal que interessa para fazer a conta de quanto deve crescer a arrecadação, portanto não dá para dizer que o governo está superestimando o PIB para superestimar receita."

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