Minha Casa Minha Vida consegue driblar fuga da poupança
Programa habitacional do governo é financiado com recursos do Fundo de Garantia
Economia|Alexandre Garcia, do R7

Apesar do impacto nos financiamentos de imóveis de até R$ 750 mil do SFH (Sistema Financeiro de habitação), a retirada em massa de recursos da poupança em nada impacta a aquisição de imóveis por meio do programa habitacional MCMV (Minha Casa Minha Vida).
De acordo com Luiz Fernando Moura, diretor-executivo da Abrainc (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), isso acontece porque o programa é financiado com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
— Hoje, como a gente tem recursos no Fundo de Garantia e eles são responsáveis pelo financiamento do Minha Casa Minha Vida, o programa não encontra dificuldade de financiamento para as suas mais diversas faixas.
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Presidente da consultoria especializada no ramo imobiliário França Participações, Luiz França, classifica o programa habitacional como “um produto fantástico”. Na avaliação dele, a vantagem persistente do modelo se deve aos estímulos para permitir que sua operação seja efetiva, já que muitos brasileiros estão interessados em realizar o sonho da casa própria com o auxílio do programa.
— O Minha Casa Minha Vida tem uma situação adversa em relação a esse ponto de vista [dos financiamentos com dinheiro da poupança] porque ele utiliza de recursos do Fundo de Garantia e o volume interessados nos recursos do programa é muito grande.
Tendo em vista esse cenário, Moura defende a necessidade de preservar os recursos do Fundo de Garantia para incentivar o mercado de financiamento da casa própria e lamenta a tentativa de alocar esse dinheiro para outra finalidade.
— Muita gente tem o interesse de pegar esse recurso para outra finalidade que não seja o financiamento habitacional.
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