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Ministro do Planejamento diz que governo tem estratégia para o Brasil voltar a crescer

Para Barbosa, complexidade da economia impossibilita retomar crescimento de imediato

Economia|Da Agência Brasil

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Nelson Barbosa 2
Nelson Barbosa 2 José Cruz/ABr

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse nesta sexta-feira (22) que o governo tem uma estratégia para que o País volte gradativamente a crescer. Ele destacou que por causa da complexidade da economia brasileira não é possível retomar o crescimento de imediato.

O ajuste fiscal, com corte de despesas e aumento das receitas do governo é, segundo o ministro, a etapa inicial do processo de retomada da expansão econômica.


— Por mais paradoxal que seja essa estratégia é o primeiro passo para a recuperação do crescimento. Apesar do impacto negativo que pode haver no curto prazo, [o ajuste fiscal] é altamente necessário. Crescimento depende de investimento e investimento depende de um cenário macroeconômico estável.

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O ministro disse que as medidas de ajuste não devem afetar as conquistas sociais dos últimos anos.


— Nós temos que consolidar o sistema de proteção social e transferência de renda. E nós temos que avançar na inclusão social via a prestação de serviços públicos de qualidade.

Para ele, a igualdade de renda e oportunidades é uma forma de fortalecer a democracia. Nelson Barbosa ressaltou que quanto menor for a desigualdade social, mais estável é a democracia e a política.


— Uma sociedade mais igual é capaz de construir consensos e administrar os seus conflitos de forma mais construtiva do que uma sociedade amplamente desigual.

Quanto ao câmbio, o ministro disse que ele também passa por um realinhamento.

— Houve um realinhamento da taxa de câmbio que colocou a taxa no nível que estava em 2006, em termos reais.

Apesar dos impactos inicialmente negativos, Nelson Barbosa avalia que já podem ser percebidas mudanças positivas com a desvalorização do real frente ao dólar. Segundo ele, com o tempo essa desvalorização beneficiará a indústria e o setor de exportação.

— Já aparecem alguns sinais aqui e ali de recuperação das exportações e de melhora da competitividade.

O ministro acredita que os efeitos positivos das mudanças na economia só poderão ser completamente percebidos em meados de 2016. A seu ver, pela história do comportamento da economia nacional, após um realinhamento cambial ela se recupera neste período.

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