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MPT propõe R$2 mi a atingidos por barragem, discute oferta da Vale com sindicatos

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais discute nesta segunda-feira com sindicatos propostas de indenização a famílias de trabalhadores mortos ou desaparecidos pelo colapso da barragem em Brumadinho (MG).

O MPT apresentou à Vale proposta para assegurar o pagamento de, no mínimo, 2 milhões de reais de indenização por dano individual ao grupo familiar dos trabalhadores mortos ou desaparecidos no rompimento de estrutura em janeiro.

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O desastre liberou uma onda de lama que atingiu área administrativa e refeitório da própria companhia, com centenas de trabalhadores, além de comunidades, rios e mata da região. Até o momento, foram confirmados 165 mortos e pelo menos 160 ainda estão desaparecidos.

A proposta do MPT tem como condição ainda oitiva prévia e concordância expressa dos beneficiários. "A indenização envolveria familiares de funcionários próprios e terceirizados que prestavam serviço para empresa", disse o órgão em comunicado.

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Procuradores do Trabalho se reuniram na tarde de sexta-feira com representantes da companhia na sede do MPT-MG, em Belo Horizonte.

Além da indenização, os procuradores propuseram à empresa manutenção de contratos firmados com terceirizadas pelo prazo mínimo de três anos, emissão imediata de comunicações de acidente de trabalho para todos os trabalhadores, dentre outras questões.

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Na mesma reunião, a Vale fez uma proposta diferente ao MPT, considerando o pagamento de danos materiais correspondentes a dois terços de um salário mensal líquido até a data em que o trabalhador completaria 75 anos.

Em relação aos danos morais, a empresa se propôs pagar 300 mil reais ao cônjuge ou companheiro, 300 mil reais para cada filho ou filha, 150 mil reais para cada pai e mãe; 75 mil reais para cada irmão ou irmã. Essas indenizações abrangeriam funcionários próprios e terceirizados.

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Durante a reunião, a empresa garantiu emprego com o pagamento do salário e demais vantagens previstas no contrato de trabalho para os empregados de Brumadinho até 31 de dezembro deste ano.

Segundo o MPT, a Vale não apresentou propostas em relação à estabilidade no emprego e à emissão das comunicações de acidente de trabalho dos terceirizados.

Nesta segunda-feira, o MPT vai se reunir com sindicatos dos trabalhadores para discutir a proposta apresentada à Vale e outros temas. Já na quinta-feira, haverá uma assembleia em Brumadinho com a participação do MPT, entidades classistas, trabalhadores, familiares dos atingidos pelo desastre.

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(Por Marta Nogueira)

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