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Negócios com outros países dão prejuízo e puxam rombo recorde nas contas externas do País em 2014

Em relação ao crescimento da economia, resultado negativo do ano passado é o pior desde 2001

Economia|Do R7

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Saldo negativo de R$ 10,1 bi da balança comercial puxou o saldo negativo nas contas externas em 2014, de acordo com o BC
Saldo negativo de R$ 10,1 bi da balança comercial puxou o saldo negativo nas contas externas em 2014, de acordo com o BC

O Brasil fechou 2014 com saldo negativo recorde em transações correntes, a R$ 235,8 bilhões (US$ 90,948 bilhões), abatido sobretudo pelo mau desempenho da balança comercial, informou o Banco Central nesta sexta-feira (23). Pelo segundo ano consecutivo, o rombo não foi coberto pelos investimentos produtivos vindos de fora.

Só em dezembro, o déficit em conta corrente somou R$ 23,7 bilhões (US$ 10,317 bilhões).


O resultado negativo do ano passado foi equivalente a 4,17% do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma de todas as riquezas do País) — o maior desde 2001 (4,19%), segundo a série histórica do BC iniciada em 1947.

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O rombo histórico na conta corrente do País — que abrangem a importação e a exportação de bens e serviços e as transações unilaterais do Brasil com o exterior — veio sobretudo do saldo negativo de R$ 10,1 bilhões (US$ 3,930 bilhões) da balança comercial, pior desempenho desde 1998 afetado pela baixa nos preços das matérias-primas básicas (commodities) e cenário externo menos favorável.

Também pesou negativamente o aumento dos gastos com aluguel de equipamentos no exterior, como plataformas de petróleo, cuja despesa líquida somou R$ 58,6 bilhões (US$ 22,651 bilhões) em 2014, ante R$ 49,3 bilhões (US$ 19,060 bilhões) em 2013.


O BC informou ainda que as remessas de lucros e dividendos ficaram praticamente estáveis, atingindo 26,523 bilhões de dólares no ano passado, frente a R$ 67,4 bilhões (US$ 26,045 bilhões) no ano anterior.

Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior com viagens ficaram em R$ 48,5 bilhões (US$ 18,695 bilhões), um pouco acima da despesa de R$ 47,2 bilhões (US$ 18,283 bilhões) em 2013.


No ano passado, os IED (Investimentos Estrangeiros Diretos) no País somaram R$ 162,1 bilhões (US$ 62,495 bilhões), insuficientes para cobrir o déficit da conta corrente e marcando o terceiro ano seguido de queda, ainda que pequena. Em 2013, eles haviam ficado em R$ 166 bilhões (US$ 63,996 bilhões).

Só em dezembro, o IED somou R$ 17,1 bilhões (US$ 6,650 bilhões).

Para este ano, a tendência é de mais um ano de dificuldade para as contas externas do País mesmo considerando a recente valorização do dólar em relação ao real, que pode ajudar nas exportações.

"A tendência para 2015 é que a balança comercial melhore. A primeira razão é a taxa de câmbio, depois a perspectiva de maior volume de comércio internacional e, na parte de petróleo, a expectativa de que tenhamos saldo comercial melhor (na conta petróleo)", afirmou o chefe do departamento Econômico do BC, Tulio Maciel.

A estimativa do BC é de rombo de R$ 216,6 bilhões (US$ 83,5 bilhões) em 2015 nas transações correntes do País.

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