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Nova Nota Fiscal Eletrônica: teste do novo modelo começa em todo o Brasil neste mês

A partir de 1º de janeiro de 2026, padrão renovado da nota fiscal brasileira passa a valer de forma definitiva

Economia|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A partir deste mês, empresas brasileiras poderão emitir um novo modelo de Nota Fiscal Eletrônica em ambiente de homologação.
  • O novo modelo incorpora campos para o IBS e a CBS, em preparação para a Reforma Tributária.
  • Os testes vão até dezembro de 2025, e a implementação definitiva ocorrerá em 1º de janeiro de 2026.
  • Empresas devem se adequar ao novo sistema para evitar rejeição de documentos fiscais e possíveis multas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os percentuais serão compensados pelo sistema da Receita, sem impacto financeiro Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

A partir deste mês, empresas de todo o país podem emitir o novo modelo de Nota Fiscal Eletrônica em ambiente de homologação, incorporando campos específicos para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), em conformidade com a padronização da reforma tributária.

O período de testes vai até dezembro e permitirá às empresas identificar problemas, adaptar sistemas e simular o preenchimento dos novos campos. O registro será obrigatório, mas com valores simbólicos: 0,1% para o IBS, e 0,9% para a CBS.


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A partir de 1º de janeiro de 2026, o modelo passará a vigorar de forma definitiva, mantendo as alíquotas simbólicas.

Segundo o advogado José Antônio Martho, especialista tributário do CGM Advogados, o objetivo do Fisco neste momento não consiste em arrecadar, mas em validar a utilização da nova nota eletrônica.


“A própria legislação prevê preenchimento correto do IBS e da CBS, afastando a cobrança desses tributos mesmo com alíquotas reduzidas. Trata-se de exigência formal, sem impacto econômico imediato, criando ambiente controlado para ajustes antes da cobrança futura”, explicou.

O uso e a adequação dos sistemas durante a fase opcional auxiliarão as empresas na transição de 2026.


“Empresas sem adaptação técnica terão notas rejeitadas pelo ambiente nacional da Receita Federal a partir de 1º de janeiro de 2026. Isso impossibilita emissão de documentos fiscais válidos, paralisa operações de venda, gera inadimplência com fornecedores e clientes e pode resultar em multas por descumprimento de obrigação acessória”, alertou Martho.

Ele acrescentou que, caso o preenchimento ocorra de forma incorreta, as alíquotas tornam-se exigíveis, e a empresa poderá sofrer autuações em eventual fiscalização, aumentando custos do negócio.


“A realização de testes no ambiente de homologação da Receita é essencial para verificar conformidade dos documentos fiscais com os novos padrões. Essa etapa permite simular operações reais, identificar erros de validação, ajustar layouts e garantir interoperabilidade entre sistemas internos e a estrutura do Fisco.”

Desafios do novo sistema tributário

O modelo prevê três tributos resultantes da unificação de tarifas vigentes:

  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços);
  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços);
  • IS (Imposto Seletivo).

Segundo Martho, o desafio principal está em compreender a mudança no sistema tributário:

“Por décadas, empresas calcularam ICMS ou ISS, por exemplo, e agora terão de se adaptar na emissão das notas fiscais. Por isso é importante aproveitar o período de testes para se preparar antes de 1º de janeiro.”

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