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Número de acordos com redução salarial continua a crescer, diz Fipe

Neste ano, 146 negociações coletivas tiveram aumento abaixo do índice de inflação

Economia|Do R7

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O valor mediano do piso com vigência em setembro foi R$ 935
O valor mediano do piso com vigência em setembro foi R$ 935

As negociações coletivas com data-base em setembro deste ano mostram que os trabalhadores brasileiros estão perdendo ainda mais o seu poder de compra. Segundo um levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o número de acordos com redução de salário continua a crescer.

A pesquisa Salariômetro, divulgada nesta quinta-feira (29), mostra que o valor mediano dos reajustes negociados situou-se muito próximo da taxa de inflação — medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) — acumulada nos 12 meses anteriores.


Nas convenções coletivas, o percentual de reajuste foi exatamente igual à taxa de inflação acumulada (9,9%) e, nos acordos coletivos, foi de 9,0%. No conjunto dos 176 acordos coletivos que trataram de salários, 25 estabeleceram redução de jornada acompanhada de redução de salários.

Neste ano, 146 acordos coletivos tiveram aumento abaixo do índice de inflação. E a maioria deles (120) não faz parte do Programa de Proteção ao Emprego.


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O levantamento foi feito com base na leitura e análise de 756 documentos, dos quais 233 tratam de aumentos salariais e 204 tratam de piso salarial.

O valor mediano do piso com vigência em setembro deste ano foi R$ 935 (18,6% maior que o salário mínimo, de R$ 788). Nas convenções coletivas, o piso mediano foi R$ 960 e, nos acordos coletivos, foi R$ 932.


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Região

Os maiores aumentos salariais estão em São Paulo, com alta de 1,2% nos últimos 12 meses. Seguido por Paraná (1%) e Bahia, Alagoas e Ceará (com 0,8% cada um). Por outro lado, os menores aumentos estão no Amapá, com variação de -0,3%. Seguido por Espírito Santo (0%) e Acre, Mato Grosso e Distrito Federal (com 0,2% cada um).

Os maiores pisos salariais estão em São Paulo (R$ 1.082), Santa Catarina (R$ 1.040), Paraná (R$ 1.032), Rio Grande do Sul (R$ 1.016) e Rio de Janeiro (R$ 962). Já os menores estão no Rio Grande do Norte (R$ 814), Ceará (R$ 840), Paraíba (R$ 841), Alagoas (R$ 843) e Sergipe (R$ 844).

Folha salarial

A folha de salários é estimada a partir do volume de depósitos nas vinculadas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). O último dado dessazonalizado (excluiu a influência da variação sazonal) é do mês de agosto, com valor de R$ 94 bilhões, 1,3% maior que no mês anterior (R$ 92,8 bilhões) e 4,6% menor que um ano antes (R$ 98,5 bilhões).

O valor da folha salarial de agosto deste ano equivale a uma folha anual de R$ 1,1 trilhão. Esse é o tamanho da massa salarial anual do setor coberto pela CLT, e não inclui os rendimentos dos funcionários públicos estatutários nem dos trabalhadores informais.

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