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Para 58% das empresas de SP, paralisações durante a Copa causarão prejuízos “pequenos”

Segundo Fiesp, somente 10,7%  das empresas devem trabalhar normalmente durante partidas

Economia|Do R7

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Faltando menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, 44% das empresas do Estado de São Paulo ainda não definiram se irão paralisar suas atividades durante as partidas da seleção brasileira. O levantamento faz parte de uma pesquisa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgada nesta quarta-feira (14).

Apesar disso, a maior parte das empresas (64,7%) considera "pequeno" ou "inexistente" o impacto dessas paralisações: 52,3% das empresas acreditam que o reflexo será pequeno, 12,4% esperam que não haja impacto e apenas 27,1% esperam um grande impacto.


A pesquisa da Fiesp ouviu 587 empresas do Estado, sendo 55,4% micro e pequenas (até 99 empregados), 33,7% médias (de 100 a 499 empregados) e 10,9% de grande porte (500 ou mais empregados). 

Quanto aos reflexos no faturamento das companhias, a percepção é semelhante: 44,7% esperam que o reflexo seja pequeno e negativo, 27,3% imaginam que seja negativo e 13,7% estimam que não haverá prejuízos. Somando os porcentuais que preveem prejuízos "pequenos" ou "inexistentes", o total chega a 58,4%.


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Segundo o estudo, apenas 10,7% das empresas paulistas não devem suspender suas operações durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo. 


Além disso, apenas 8,5% das indústrias devem parar e não compensar as horas perdidas. Por outro lado, 32,9% devem parar durante os jogos do Brasil e compensar essas horas em outros dias.

“Grande número das empresas não sabe o que vai fazer e mesmo aquelas que vão fazer algum coisa estão repetindo coisas que fizeram em Copas anteriores porque elas não têm informação de quais seriam as medidas adotadas no Brasil para sediar a Copa”, explicou Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos).

Para Francini, seria “razoável”, há menos de um mês para o início da Copa, os empresários terem informações sobre os dias em que haverá feriado municipal em dias de jogo do Brasil, dispensas mais cedo do expediente e até vias que seriam interditadas em função dos jogos. 

— É razoável que as empresas tenham conhecimento para se organizarem.

Segundo a Lei Geral da Copa, a definição sobre o tema é de responsabilidade de Estados e municípios.

Na terça-feira (13), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em 1ª votação, a medida que torna feriado municipal o dia 12 de junho deste ano, data da abertura da Mundial. A decisão ainda passará por mais uma votação.

Segundo a pesquisa da Fiesp, o percentual de empresas que ainda não sabe como vai operar durante a Copa é grande, independentemente de seu porte.

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