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Para Fiesp, crescimento do Brasil será abaixo do mundial em 2014

Segundo o presidente da federação, questões políticas contaminaram a economia em 2013

Economia|Vanessa Beltrão, do R7

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Paulo Skaf apresentou o balanço deste ano e as perspectivas em relação a 2014
Paulo Skaf apresentou o balanço deste ano e as perspectivas em relação a 2014

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e pré-candidato ao governo estadual, Paulo Skaf, afirmou nesta terça-feira (10) que o crescimento da economia do Brasil acompanhará a mundial este ano, mas para 2014 o País ficará atrás.

A projeção do avanço PIB do Brasil em 2013 da Fiesp é de 2,2%. De acordo com Paulo, essa é a mesma projeção do Banco Mundial para o crescimento no mundo.


— Para o ano que vem, o mundo já próximo a 3% e o Brasil mais próximo a 2%. Vamos ficar para trás.

Produção industrial cresce e 11 dos 14 locais analisados em outubro


Segundo Paulo, algumas questões políticas contaminaram a economia em 2013.

— Este ano não foi tão ruim como uma percepção de um caos e nem tão bom como o ministro da Fazenda queria que fosse e anuncia toda hora.


Nesta terça-feira, a Fiesp apresentou o balanço deste ano e as perspectivas em relação a 2014. Dentre os destaques está a recuperação da indústria da transformação que este ano deve crescer até mesmo 2,4%, acima da projeção para o PIB (2,2%).

Segundo o diretor titular da Fiesp, Paulo Francini, a melhora da taxa cambial, IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido e as reduções do custo de energia contribuíram para este resultado.


Em setembro do ano passado, a presidente Dilma Rousseff lançou um programa do governo Federal para a redução das tarifas de energia elétrica. O objetivo principal do governo foi reduzir os custos da energia para a indústria e, assim, aumentar a produtividade e conter os efeitos da crise econômica.

Exportações e importações

Para 2014, a projeção da Fiesp é que o crescimento das exportações seja de 8,7 % acima do de importações, 3,1%. Dentre as questões que explicam esse resultado está a desaceleração do consumo das famílias que, segundo o órgão, não passará de 3% no ano que vem e a retração do crédito.

No entanto, a valorização do dólar frente ao real e a melhora da economia mundial ajudará o comércio e consequentemente as exportações.

O órgão também avaliou como positivo as concessões do pré-sal e dos aeroportos que aconteceram este ano. Para a Fiesp, o volume gerado com os leilões mostrou a disponibilidade da iniciativa privada em investir.

Apenas com os leilões de concessão do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais, o governo arrecadou R$ 20,8 bilhões.

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