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Para ministro da Fazenda arrumar contas do governo é o primeiro passo para o reequilíbrio econômico

Joaquim Levy participa de bate-papo com internautas nesta sexta-feira

Economia|Do R7

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Joaquim Levy, afirmou que o governo está adotando várias medidas para diminuir os gastos e reequilibrar a economia
Joaquim Levy, afirmou que o governo está adotando várias medidas para diminuir os gastos e reequilibrar a economia

Durante um bate-papo com internautas nesta sexta-feira (9), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o governo está adotando várias medidas para diminuir os gastos e reequilibrar a economia. Para o ministro o primeiro passo a ser tomado é arrumar as contas do governo.

Apesar de não revelar o valor que o governo pretender economizar, Levy disse que as novas regras para o recebimento de benefícios trabalhista anunciadas em dezembro do ano passado fazem parte do pacote.


Levy explicou que as mudanças para a concessão de abono salarial, seguro-desemprego, seguro-desemprego do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio-doença foram feitas para “evitar distorções” e que o principal objetivo é economizar para pagar os “benefícios certos”.

— O governo já tem tomado várias medidas para a gente gastar menos e reequilibrar a economia. Evitar algumas distorções, que acabam fazendo você pagar por despesas com alguém, por exemplo, que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos de idade, e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo, talvez por mais de 50 anos, é muito importante.


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Segundo o ministro, o governo está cortando as próprias despesas na tentativa de reequilibrar as contas. Ele citou o decreto publicado nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União, que estabeleceu o bloqueio de R$ 1,9 bilhões mensais nas despesas do governo.


— O governo também mostrou, ontem, que está cortando nas suas próprias despesas. Aquelas despesas que se chamam de “custeio”, que é para pagar principalmente a máquina do governo. O corte nessas despesas, que foi de 1/3, é essencial nesse momento.

Levy também declarou a redução de empréstimos com juros baratos para algumas empresas. Ele defendeu que empréstimos com juros menores só podem ser concedidos em “situações muito especiais”.


Levy admitiu que o País vai passar por um momento complicado nos próximos anos, mas demonstrou otimismo na retomada do crescimento e do aumento de empregos. Levy disse esperar que o Brasil se torne mais competitivo e que tenha maior presença no cenário internacional.

Ele destacou que estimular a concorrência também é essencial para a economia do País e que será uma das prioridades de sua gestão à frente da pasta.

— A concorrência é importante porque quanto mais firmas estão disputando um mercado, você tem mais opções na hora de comprar e as firmas tem que ser mais eficientes, mais capazes.

Inflação

O ministro previu que a inflação de janeiro deve subir em função dos gastos adicionais de início de ano, como impostos e reajustes de ônibus, material escolar e em função dos ajustes que serão feitos nos preços relativos.

—Em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque, janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, tem mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus, etc. Além disso, para a economia voltar a crescer, temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços. Os economistas chamam isso de mudança nos preços relativos e ela é importante para acomodar a economia em um novo caminho de crescimento.

Impostos

O ministro não descartou a possibilidade de ajustar impostos. No entanto, Levy ressaltou que essas medidas só serão tomadas após a adoção de outras ações serem adotadas.

— A gente provavelmente terá que pensar em rebalancear alguns impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo. E essa receita está fazendo falta. Mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de a gente esgotar outras possibilidades.

Dólar

Preocupado com o preço de moedas internacionais, um internauta questionou o ministro sobre a expectativa de queda no preço de viagens para o exterior. Levy explicou que não há como prevê a cotação do dólar e do euro e que o câmbio tem flutuado bastante nos últimos meses.

— O preço de viagens internacionais depende do câmbio. O valor das moedas estrangeiras, o câmbio, tem flutuado bastante. O dólar está mais forte em relação à maioria das moedas, inclusive o Euro e moedas da Ásia. Então, o preço da viagem, inclusive em reais, depende para onde você vai. 

Bate-papo

O ministro Joaquim Levy participou nesta sexta-feira (9) de um bate-papo com internautas, por meio de uma página governamental (Portal Brasil) no Facebook. Para chamar os internautas para a conversa, o ministro gravou um vídeo se apresentando como ministro da Fazenda, dizendo quais são as suas principais atribuições e deixando o espaço aberto para perguntas.

- Olá, eu sou o Joaquim. Eu acabei de assumir o cargo de ministro da Fazenda. Ministro da Fazenda é aquela pessoa no governo que tem a responsabilidade de levantar o dinheiro para a gente poder pagar as despesas, os benefícios, tudo aquilo que o governo faz. E a gente também escolhe como a gente vai gastar esse dinheiro, para poder ter os melhores resultados. E principalmente, quais medidas, que políticas, o que a gente tem que fazer para o Brasil voltar a crescer e entrar na rota de geração de empregos cada vez mais forte. 

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