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Perda de selo de bom pagador pode tirar R$ 31,15 bilhões do Brasil

Isso acontece porque boa parte dos fundos de investimentos não poderão mais ficar no País

Economia|Do R7

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O País perdeu o selo de bom pagador da segunda grande agência classificadora de risco
O País perdeu o selo de bom pagador da segunda grande agência classificadora de risco

A decisão da Fitch de rebaixar o Brasil para "grau especulativo" aciona uma regra de boa parte dos grandes fundos globais de investimento que pode tirar mais de US$ 8 bilhões (R$ 31,15 bilhões) do País. Isso acontece porque muitos fundos só podem investir em mercados que têm o selo de bom pagador de duas agências de classificação - condição perdida pelo Brasil.

A avaliação, porém, varia bastante, uma vez que a maioria dos gestores já se antecipou e há divergência sobre a posição restante em ativos brasileiros.


Dados do JP Morgan indicavam, por exemplo, que os fundos passivos — aqueles onde as posições são desfeitas só depois de ratificada a segunda perda do grau de investimento, como ocorreu nesta quarta-feira (16) — detinham US$ 1,5 bilhão (R$ 5,84 bilhões) em papéis do Brasil.

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O País perdeu o selo de bom pagador da segunda grande agência classificadora de risco. As estimativas variam bastante. Instituições como a gestora britânica Ashmore e o espanhol BBVA acreditam haver posição restante de US$ 8 bilhões (R$ 31,15 bilhões) em papéis brasileiros que poderiam ser vendidos imediatamente. O Deutsche Bank cita US$ 12 bilhões (R$ 46,73 bilhões) só para o segmento de bônus bancários e o Barclays estima saída de US$ 10,7 bilhões (R$ 41,67 bilhões), sendo US$ 9,1 bilhões (R$ 35,44 bilhões) em dívida corporativa e US$ 1,6 bilhão (R$ 6,23 bilhões) em papéis soberanos.


Cálculo

Há divergência sobre os números por não ser simples calcular a posição restante dessas carteiras. Isso acontece porque gestores não precisam informar em tempo real a posição de cada fundo e, ao mesmo tempo, muitas das posições relacionadas ao Brasil foram sendo desmontadas ao longo dos últimos meses com a rápida deterioração da economia.

Em relatório divulgado em agosto, antes mesmo de a S&P tirar o grau de investimento do Brasil, o banco JP Morgan citava que a saída de recursos do País em caso de perda de grau de investimento por duas agências poderia chegar aos US$ 20 bilhões, sendo US$ 6,2 bilhões (R$ 24,14 bilhões) em bônus do governo e US$ 12,5 bilhões (R$ 48,68 bilhões) de papéis de empresas, além de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,8 bilhões) nos fundos passivos — carteiras que prometem retorno igual ao do referencial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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