Petrobras reduz plano de investimento em 25% entre 2017 e 2021
Companhia divulgou ao mercado que pretende investir US$ 74,1 bilhões nos cinco anos
Economia|Do R7

A Petrobras prevê investir US$ 74,1 bilhões entre 2017 e 2021, uma queda de 25% em relação ao Plano de Negócios e Gestão 2015-2019, revisado em janeiro deste ano, informou nesta terça-feira (20) a petroleira em comunicado ao mercado.
O corte de investimento foi geral, ainda que a empresa continue priorizando investimentos na exploração e produção do pré-sal.
"A carteira de investimentos do Plano prioriza projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, com ênfase em águas profundas. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e à projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás", afirmou a estatal em nota.
Analistas ouvidos pela Reuters aguardavam investimentos até 2021 de cerca de cerca de US$ 80 bilhões. A redução dos aportes é ainda maior quando comparada com o plano de negócios da petroleira em 2014, de US$ 220,6 bilhões em cinco anos, quando a companhia ainda não havia reportado perdas bilionárias pelo escândalo de corrupção e os preços do petróleo estavam mais altos.
A Petrobras prevê investimentos da área de Exploração e Produção de US$ 60,6 bilhões, sendo que 76% do montante será alocado para desenvolvimento da produção, 11% para exploração e 13% para suporte operacional. No plano anterior, a principal divisão da empresa receberia investimentos de US$ 80 bilhões.
Já a área de Refino e Gás Natural receberá investimentos de US$ 12,4 bilhões no período, sendo 50% destinados à continuidade operacional dos ativos e o restante a projetos relacionados ao escoamento da produção de óleo e gás. No plano anterior, a divisão de Abastecimento tinha uma previsão de US$ 10,9 bilhões e a de Gás e Energia, de US$ 5,4 bilhões.
Redução não impacta metas
A Petrobras afirmou que a maior eficiência na aplicação dos recursos investidos e medidas de redução de custos possibilitarão a redução do volume de investimento sem grande impacto nas metas operacionais de produção.
A companhia espera alcançar uma produção total de óleo e gás, no Brasil e no exterior, de 3,41 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2021, sendo 2,77 milhões de barris por dia (bpd) de óleo e líquido de gás natural (LGN) no Brasil, já considerando o novo nível de investimento, as parcerias e os desinvestimentos.
No plano anterior, a estatal previa produção de 2,7 milhões de barris por dia, em média, em 2020. Além da maior eficiência na aplicação dos recursos investidos, o plano também prevê a adoção de novas medidas para redução de custos (gastos operacionais gerenciáveis).
"Dentre essas ações destaca-se a implantação de novas ferramentas de gestão, como o Orçamento Base Zero (OBZ), a gestão diferenciada de contratos e de pessoal. A meta é reduzir em 18 por cento os gastos operacionais gerenciáveis, quando comparado ao valor estimado caso nenhuma iniciativa fosse implementada."















