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Pix, pirataria e desmatamento: entenda as justificativas dos EUA para novo tarifaço contra o Brasil

País tem até 15/7 para definir se adotará medidas estipuladas, antes do início das cobranças de um dos principais parceiros comerciais

Economia|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O USTR dos EUA sugere uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devido a práticas comerciais consideradas "irracionais".
  • Uma audiência está marcada para o dia 6, com decisão final prevista para o dia 15 de novembro.
  • A investigação destaca práticas brasileiras em comércio digital, serviços de pagamento e desmatamento ilegal.
  • Produtos como aviões, suco de laranja e café estão isentos da nova tarifa proposta.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo de Donald Trump informou que abriu etapa de consulta a empresas privadas, nessa segunda (1º) The White House/Reprodução – Arquivo

O governo dos Estados Unidos propôs, na madrugada desta terça-feira (2), a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros. A medida se daria em “resposta” a práticas comerciais consideradas “desleais” pelo país norte-americano.

A medida resultou de uma investigação aberta em julho de 2025 pelo USTR (Representação Comercial dos Estados Unidos, na sigla em inglês), que analisou políticas brasileiras nos setores digital, financeiro, ambiental e de propriedade intelectual.


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O órgão estadunidense considerou algumas iniciativas e políticas adotadas no Brasil como “irracionais”, sob o argumento de que elas sobrecarregam e restringem o comércio dos EUA.

Em um documento divulgado pela Casa Branca, sede do governo do país norte-americano, as críticas se concentraram em cinco pontos:


  • Tarifas preferenciais e desleais: acordos de bens comerciais com México e Índia por taxas menores, em setores produtivos nos quais os dois países são mais avançados e globalmente mais competitivos.
  • Fiscalização anticorrupção: falhas na adoção de ações suficientes para combater suborno e corrupção.
  • Proteção da propriedade intelectual: falta de aplicação das leis penais e regulamentações aduaneiras para combate à falsificação de produtos; falha na solução do problema de tempo excessivo para exame de pedidos de patentes, especialmente biofarmacêuticas; e ausência de medidas antipirataria consistentes e contínuas.
  • Acesso ao mercado de etanol: em 2017, o Brasil descontinuou abruptamente o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não o tem oferecido de forma recíproca às exportações do combustível pelos EUA.
  • Desmatamento ilegal: apesar de ter um arcabouço jurídico para combater essa prática, o Brasil tem falhado historicamente para efetivamente fiscalizar o cumprimento dessa legislação, e esse tipo de ação persiste.

Próximos passos

Ainda segundo o documento, o Brasil tem até 15 de julho para adotar medidas “corretivas”, antes de ser alvo das taxas.

O governo dos Estados Unidos ainda informou que iniciou, nessa segunda-feira (1º), uma fase de consulta a empresas privadas em etapas, antes de oficializar as sanções econômicas.


Confira o calendário:

  • Até 22 de junho: prazo para pedidos de comparecimento à audiência pública e apresentação de resumo do depoimento;
  • Até 1º de julho: prazo para registro de comentários por escrito sobre as medidas adotadas pelos Estados Unidos;
  • 6 de julho: audiência pública do USTR para debater as ações;
  • 15 de julho: prazo final para definição e aplicação das tarifas.
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