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Preço da energia seguirá em queda na próxima semana por baixo consumo, diz mercado

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O preço da energia elétrica no mercado de curto prazo, ou spot, que despencou no início de 2016, deve apresentar nova queda para a próxima semana no Brasil, à exceção da região Nordeste, devido a um cenário de consumo em baixa e chuvas dentro do previsto, afirmaram consultorias especializadas.

O chamado Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência para negociações de contratos no mercado livre de eletricidade, começou 2016 com queda de mais de 50 por cento no Sudeste --no patamar de carga média do Sudeste/Centro-Oeste, o PLD está em 48 reais por megawatt-hora, contra 149 reais na última semana de dezembro.

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"Os preços devem permanecer em queda no Sudeste. Pela nossa análise, o PLD deve ficar entre 30 e 36 reais por megawatt-hora", disse o sócio da comercializadora Nova Energia, Gustavo Machado.

O diretor-executivo da consultoria Safira Energia, Mikio Kawai Jr, também vê uma tendência de leve retração para o PLD da próxima semana, que será divulgado na sexta-feira pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

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Kawai avalia que o PLD poderá cair para em torno de 40 reais por megawatt-hora.

No Nordeste, no entanto, os preços devem continuar próximos do atual patamar de 358 reais por megawatt-hora, devido à falta de chuvas na região, onde os reservatórios das hidrelétricas estão bastante baixos, com 5 por cento da capacidade.

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"Ali deve haver manutenção... a não ocorrência de chuvas permanece, a tendência é de estabilização, de continuar alto", disse Kawai.

Apesar de o Brasil estar oficialmente em período chuvoso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projetou na semana passada que as chuvas nas hidrelétricas do Sudeste devem ficar em apenas 26 por cento da média no Nordeste em janeiro.

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"Devido ao castigo aplicado ao Nordeste pelo El Niño (que tem como efeito secas na região), imagino que o PLD deva permanecer (elevado)... será difícil reverter esse quadro de maneira estrutural", afirmou o consultor Braz Justi, da Esfera Energia.

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(Por Luciano Costa)

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