Presidente da Braskem aposta em indústria segura e sustentável
Economia|Do R7
Miami, 7 nov (EFE).- O presidente da Braskem, Carlos Fadigas, ressaltou nesta sexta-feira em Miami (EUA) o total compromisso da companhia com o desenvolvimento de uma indústria "não só segura, mas sustentável", sob critérios ambientais, e o uso de bioplásticos para conter o desmatamento. "Realizamos um grande esforço para conseguir 36 plantas industriais sustentáveis, cujas instalações reduzem o consumo de água, o de resíduos dos geradores e a emissão de gases" de efeito estufa, disse Fadigas à Efe durante a cerimônia de entrega dos prêmios Bravo, concedidos pela revista de negócios "Latin Trade" em reconhecimento aos que promovem o desenvolvimento na América Latina. Fadigas, ganhador neste ano do prêmio "Sustainability CEO", se mostrou convicto de que o setor petroquímico na América Latina, e não só os governos, tem um compromisso ineludível com a "proteção do meio ambiente" e "a mudança climática", assim como na pesquisa de "fontes de energia renováveis, não fósseis, recicláveis". Neste contexto, ele apontou a gravidade do caso do estado de São Paulo, onde ocorre uma "seca sem precedentes e a água se transformou em um assunto crítico, como nunca antes". Por isso, acrescentou, o setor industrial deve prestar uma atenção especial às implicações da mudança climática e "proteger o meio ambiente". O diretor, que participou da conferência "Inovação no mercado global", destacou que a Braskem investe anualmente US$ 100 milhões em tecnologia inovadora para a "aplicação de produtos como o plástico" e conseguir instalações industriais mais sustentáveis; e outros US$ 200 milhões nas plantas denominadas "green plastic", números que, segundo ele, "falam do compromisso da companhia com o meio ambiente". "O benefício do uso do plástico é enorme, já que pode substituir o papel, o vidro, o alumínio ou a madeira, e conter assim o desmatamento", disse. "O plástico é muito sustentável, e quando você o usa no lugar de outros materiais, obtém muitas vantagens energéticas", acrescentou. Em um pronunciamento anterior ao de Fadigas, o presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Enrique García, que recebeu o prêmio Financeiro do Ano, argumentou que um dos assuntos capitais na América Latina é a luta contra a mudança climática, "uma oportunidade, antes que um obstáculo, disse, para avançar no caminho de um crescimento responsável". Nesse sentido, 22 bancos de investimento trabalham no chamado "financiamento verde", uma "prioridade" da CAF e iniciativa que destina US$ 100 milhões em empréstimos para este propósito. Os governos desempenham um papel muito importante em relação ao aquecimento global, mas são as companhias que podem contribuir com o conhecimento e a capacitação para, por exemplo, "produzir 'green plastic' e utilizar fontes de energia renovável", disse Fadigas. O diretor afirmou também que, de um ponto de vista pragmático, "não é necessário" que todo mundo acredite na mudança climática e a considere uma questão de fé. "Há outra maneira de focar este assunto: Trabalhemos a favor do meio ambiente, sigamos adiante", ressaltou. Além de Fadigas e García, a revista Latin Trade reconheceu o executivo-chefe da espanhola Telefônica, José María Álvarez-Pallete, como Líder Corporativo Renovador e o ex-secretário geral ibero-americano Enrique Iglesias com o prêmio Legado, entre outros. EFE emi/id















