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Presidente do BC defende ajuste econômico mesmo com impacto no crescimento

Tombini afirmou que processo levará inflação de volta ao centro da meta ao final de 2016

Economia|Do R7

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Economistas de instituições financeiras vêm sucessivamente piorando suas estimativas para o PIB e para a inflação
Economistas de instituições financeiras vêm sucessivamente piorando suas estimativas para o PIB e para a inflação

O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, afirmou neste domingo (28) que o ajuste econômico promovido pelo governo é necessário, ainda que cobre um preço sobre o crescimento da atividade no curto prazo.

Durante participação em painel do BIS (Banco de Compensações Internacionais), em Basileia, na Suíça, ele afirmou que o processo guiará a redução das vulnerabilidades domésticas e externas, colocando a dívida pública em trajetória de queda e levando a inflação de volta ao centro da meta, de 4,5%, no final do ano que vem.

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— Esse processo de ajuste tem um preço sobre o crescimento no curto prazo, mas é essencial para restaurar o crescimento sustentável nos próximos anos.

Economistas de instituições financeiras vêm sucessivamente piorando suas estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) — soma das riqueza produzidas no País —, com as mais recentes projeções apontando contração de 1,45% na atividade este ano, segundo o boletim Focus.

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O próprio BC piorou significativamente sua previsão para o desempenho da economia, passando a ver queda de 1,1% no PIB em 2015 ante recuo de 0,5% antes.

Durante sua fala, Tombini apontou que as famílias brasileiras estão moderando o consumo e a contratação de novos empréstimos neste cenário, com muitas também renegociando condições de crédito.

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Ele destacou, contudo, que os empréstimos duvidosos seguem em níveis baixos, com o setor bancário "bem capitalizado e bem provisionado".

Para Tombini, a recuperação do consumo ocorrerá em ritmo moderado, "de mãos dadas com uma expansão sustentável do crédito e consistente com um crescimento baseado no investimento".

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Mesmo com o visível esfriamento econômico, o BC vem aumentando a taxa básica de juros para combater a inflação, que segue alta neste ano, impactada pelo reajuste de preços administrados e pela alta do dólar ante o real.

Apesar de já ver a inflação batendo em 9% em 2015, muito acima do teto da meta de 6,5%, o BC vem reforçando o comprometimento com o IPCA na metade deste patamar ao fim de 2016, sugerindo um aperto mais duro nos juros pela frente para conseguir cumprir a tarefa.

No início do mês, a autoridade monetária elevou a Selic em 0,5 ponto percentual pela quinta vez consecutiva, a 13,75% ao ano.

Mercado Imobiliário

Neste domingo, Tombini também afastou a possibilidade de o Brasil estar vivendo um momento de endividamento excessivo das famílias, em especial no que diz respeito ao crédito imobiliário.

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Ele afirmou que o país lida com esses riscos com medidas preventivas, sendo que as famílias respondem melhor à ação da política monetária atualmente porque são mais "homogêneas" em função da redução das desigualdades.

— O mercado brasileiro tem sido altamente regulamentado.

Tombini ainda citou que há fatores, como o baixo número de financiamentos imobiliários por mutuário e um sistema de amortização constante na maior parte dos contratos, com parcelas iniciais mais altas que as finais.

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