Prévia da inflação oficial deste mês recua e acumula 6,42% em 12 meses
Os preços dos alimentos, embora tenham desacelerado, continuaram a pressionar o índice
Economia|Do R7

A prévia da inflação oficial, IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), teve alta de 0,38% em novembro, mas ficou 0,10 ponto percentual abaixo da taxa de 0,48% de outubro. Em novembro de 2013, a taxa havia sido 0,57%.
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (19) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que no acumulado de 12 meses, o índice fiou em 6,42%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,62%), e abaixo do teto da meta do governo que é 6,5%.
Os preços coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro apresentaram variações inferiores às do mês anterior para a maioria dos grupos de produtos e serviços pesquisados.
As exceções foram artigos de residência (de 0,13% em outubro para 0,31% em novembro) e educação (de 0,08% para 0,18%). Alimentação e bebidas e habitação foram os grupos de resultado mais elevado, ambos com 0,56%.
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Os preços dos alimentos (de 0,69% em outubro para 0,56% em novembro), embora tenham desacelerado, continuaram a pressionar o índice e foram responsáveis, por 0,14 ponto percentual do IPCA-15 do mês.
O item carnes, que subiu 1,90%, liderou o ranking dos principais impactos pelo terceiro mês consecutivo, com 0,05 ponto percentual. Outros produtos ficaram bem mais caros de um mês para o outro, a exemplo da batata-inglesa (13,85%) e do tomate (12,12%).
O item frutas, com alta de 2,80%, veio a seguir, com 0,03 ponto percentual. Em contraposição, vários alimentos mostraram redução na taxa de crescimento de preços ou até mesmo queda, a exemplo da cebola (-12,49%), farinha de mandioca (-2,98%) e leite longa vida (-2,89%).
Por ordem de impacto vieram, do grupo Habitação (de 0,80% em outubro para 0,56% em novembro), os itens energia elétrica (1,17%) e aluguel (0,62%), ambos com 0,03 ponto percentual.
Contribuíram para a variação das contas de energia elétrica, as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (3,74%), com reajuste de 17,75% em uma das concessionárias, em vigor a partir de 7 de novembro, e de São Paulo (1,52%), cujo reajuste de 20,61% em uma das concessionárias está em vigor desde 23 de outubro. Nas demais regiões as variações nas contas decorrem de alterações nas alíquotas do PIS/PASEP/COFINS.
Repetindo o impacto de 0,03 p.p, a gasolina (0,68%) e o conserto de automóvel (1,68%) se juntaram aos itens anteriores, pressionando o grupo Transportes (de 0,25% em outubro para 0,20% em novembro), apesar da queda nos preços de outros itens como passagem aérea(-2,35%) e ônibus interestadual (-0,50%).
O aumento de 0,68% no preço da gasolina refletiu parte do reajuste de 3,00% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro.
Ainda com 0,03 p.p veio do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% em outubro para 0,36% em novembro) o item plano de saúde, que subiu 0,77% no mês.
Dessa forma, os sete itens mencionados (carnes, frutas, energia elétrica, aluguel, gasolina, conserto de automóvel e plano de saúde) somam 0,23 p.p. e respondem por 61% do IPCA-15 de novembro.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Goiânia (0,77%), onde os combustíveis (6,77%) foram responsáveis por 0,44 ponto percentual do índice do mês, com alta de 6,72% na gasolina e 10,38% nos etanol. O menor índice foi o de Brasília (0,15%) em virtude da queda de 6,50% nos preços das passagens aéreas, com peso de 2,22% e impacto de -0,14 ponto percentual.
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