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Produção industrial cai pela 16ª vez seguida e acumula queda de 6,3% no 1º semestre, diz IBGE

Dados de junho mostram perdas menos acentuadas do que as registradas nos meses anteriores

Economia|Do R7

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Dos 24 ramos pesquisados, 15 recuam ao longo de junho
Dos 24 ramos pesquisados, 15 recuam ao longo de junho

A produção industrial brasileira apresentou variação negativa de 0,3% no mês de junho e acumula queda de 6,3% nos seis primeiros meses do ano.

Os dados, revelados nesta terça-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam para a 16ª taxa negativa consecutiva do indicador. A baixa apresentada em junho, no entanto, foi menos acentuada do que as observadas nos meses de abril (- 7,9%) e maio (- 8,9%).


No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo do índice soma 5% e assinalou perda também menos intensa do que a verificada em maio (- 5,3%) e interrompeu a trajetória de pioras seguidas iniciada em março de 2014 (2,1%).

Setores


No mês de junho, 15 dos 24 segmentos pesquisados para a composição da pesquisa tiveram níveis de produção menores.

Entre os setores que mais contribuíram para a queda de atividade industrial na passagem de maio para junho, aparecem as máquinas e equipamentos (- 7,2%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (- 12,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (- 2,8%).


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Outras contribuições negativas partiram das atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (- 6,3%), metalurgia (- 2,2%), produtos diversos (- 7,2%), produtos de borracha e de material plástico (- 1,9%), produtos de minerais não metálicos (- 1,4%) e de móveis(- 3,8%).

Por outro lado, entre os nove ramos que apresentaram alta ao longo do mês, o desempenho de maior importância foi registrado pelos produtos da área alimentícia (+ 3%), que, com o resultado, eliminou parte da perda de 3,3% acumulada entre abril e maio.

Também tiveram impactos positivos os setores de bebidas (3,6%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (1,7%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,8%), celulose, papel e produtos de papel (1,7%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,4%).

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