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Produção industrial sobe pelo 4º mês seguido em julho

Indústria ainda opera no patamar do ano de 2009

Economia|Do R7

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Bens de consumo registraram bom desempenho
Bens de consumo registraram bom desempenho

A produção industrial do Brasil avançou bem mais do que o esperado e registrou a melhor marca em três anos para julho, embalada sobretudo pelo bom desempenho dos bens de consumo e indicando uma recuperação mais robusta do setor.

A produção da indústria subiu 0,8% em julho na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (5), quarto mês seguido no azul, algo que não ocorria desde 2012. Foi a melhor performance para junho desde 2014 (+1,3%)


O resultado mensal de junho foi revisado para cima, a 0,2%, contra estagnação divulgada anteriormente. Em relação a julho de 2016, ainda segundo o IBGE, a produção apresentou alta de 2,5%.

A expectativa de analistas consultados pela Reuters era de alta mensal de 0,4% e de avanço de 1,58% na comparação anual, na mediana das projeções.


"A indústria mostra comportamento nitidamente diferente após quatro meses de alta... Há um perfil disseminado de crescimento", disse o coordenador da pesquisa no IBGE, André Macedo, acrescentando, no entanto, que a indústria ainda opera no patamar semelhante ao início de 2009 e longe do seu pico histórico.

No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria recuou 1,1% em julho.


Segundo o IBGE, o destaque positivo em junho foi a categoria Bens de consumo duráveis, que avançou 2,7% e recuperou parte do recuo de 5,6% observado em junho. Já bens semiduráveis e não duráveis cresceram 2% em julho.

Os bens de capital, um indicador de investimento, tiveram alta de 1,9%, acumulando em 12 meses avanço de 2,8%.


Entre os 24 ramos pesquisados pelo IBGE, 14 apresentaram crescimento da atividade industrial, com destaque para os produtos alimentícios, que tiveram alta de 2,2%, em expansão pelo terceiro mês seguido.

"A melhora da indústria é puxada por bens duráveis como eletrodomésticos e linha marrom. O consumo reage a estímulos que vem da liberação do FGTS, inflação mais baixa e melhora residual do mercado de trabalho", afirmou Macedo.

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