Economia Queda da taxa de juros exige que investidores corram mais risco

Queda da taxa de juros exige que investidores corram mais risco

Especialistas indicam que, após criar uma "reserva de emergência", poupadores podem apostar em fundos de investimento e ações

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Taxa básica de juros foi reduzida a 5,5% ao ano

Taxa básica de juros foi reduzida a 5,5% ao ano

Pixabay

A queda da taxa básica de juros da economia brasileira ao menor patamar da história, 5,5% ao ano, vai obrigar os investidores brasileiros a correr mais risco e aumentar a diversificação para conquistar rendimentos satisfatórios.

O gestor de investimentos da Par Mais, Alexandre Amorim, afirma que a sequência de quedas da Selic já era aguardada. Segundo ele, “brincadeira dos brasileiros mal-acostumados com investimentos líquidos e estáveis que rendiam 1% ao mês acabou”.

“O investidor vai ter que quiser manter a rentabilidade vai ter que buscar por títulos que bloqueiam o dinheiro por algum tempo ou sofrer com a volatilidade e ter um pouco mais de risco na carteira”, orienta Amorim.

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Para o diretor comercial da Easynvest, Fabio Macedo, a composição da carteira de investimento segue importante com o cenário atual de corte de juros. "Hoje, com pouco dinheiro você ainda consegue fazer suas diversificações", garante.

Formação da carteira

De acordo com Amorim, após a criação de uma reserva de emergência “com mais liquidez e segurança do que rentabilidade” os poupadores precisarão se adequar aos moldes dos poupadores de outros cantos do mundo e optar menos pela renda fixa. “O Brasil era atípico”, diz.

"Você vai comprar investimentos que podem oscilar por um bom tempo, mas a probabilidade é de ter uma rentabilidade muito melhor. Vai ter que ter paciência”, explica o gestor de investimentos.

Para os especialistas consultados pelo R7, aparecem agora como boas opções de investimentos para o médio e longo prazo a bolsa de valores e os fundos de investimento, seja ele imobiliário, multimercado e de ações.

“Nesse momento de queda das taxas de juros, a rentabilidade dos fundos imobiliários tende a ficar maiores. Como eles já têm os contratos de aluguel contratados, se você compara a rentabilidade do aluguel com a taxa básica de juros, eles ficam até mais atraentes”, observa Macedo.