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Quedas da taxa básica de juros não chegam ao bolso dos consumidores

Banco Central aponta que taxa média de juros para quem faz uso do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito superam os 307% ao ano

Economia|Alexandre Garcia, do R7

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Juros médio do cartão de crédito bate 307% ao ano
Juros médio do cartão de crédito bate 307% ao ano

As consecutivas quedas nas taxas básicas de juros da economia brasileira ainda não foram sentidas no bolso dos consumidores que fazem uso do cartão de crédito e do cheque especial. Em ambas modalidades de créditos, os juros superam os 307% ao ano.

Nesta quarta-feira (30), o BC (Banco Central) decidiu pelo terceiro corte seguido da Selic em 0,5 ponto percentual, para 5% ao ano. O veredito unânime entre os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) derrubou os juros básicos da economia ao menor patamar da história.

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Apesar dos recordes negativos, dados do BC (Banco Central) apontam que a taxa média de juros no rotativo do cartão de crédito registrou a terceira alta seguida mês de setembro, para 307,1% ao ano. No acumulado dos sete primeiros meses de 2019, a taxa média subiu 7,8%.

Veja também: Onde investir com juros a 5% ao ano, fundos ou poupança?

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Os juros do cheque especial também subiram na passagem de agosto para setembro e aparecem na casa dos 307,5% ao ano. A variação, no entanto, foi insuficiente para reverter a redução de 1,6% na taxa cobradas para pessoas físicas neste ano.

O professor Nelson Marconi, da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirma que a redução dos juros não chega aos consumidores devido à concentração do mercado financeiro no Brasil. "Os bancos têm uma estratégia de manter as taxas de juros altas mesmo com os cortes nas taxas básicas de juros", explica ele.

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O economista-chefe da Necton, André Perfeito, avalia o atual cenário econômico brasileiro como um dos responsáveis para permanência dos juros em níveis elevados. “A taxa de juros é como qualquer outra mercadoria. Ela está relacionada com a demanda e o risco existente para se emprestar o dinheiro.”

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Para Marconi, a decisão de manter elevadas as taxas de juros fazem com que as instituições aumentem seus ganhos com as operações de crédito. "O setor bancário é o único que tem apresentado resultados mais robustos", observa.

Após o veredito de ontem do Copom, o Bradesco anunciou que reduzirá as taxas de juros de suas principais linhas de crédito a partir da próxima segunda-feira (4). O Banco do Brasil, por sua vez, comunicou o corte dos juros para financiamento imobiliário e de veículos, sem citar o cartão de crédito e o cheque especial.

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