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Reduc volta a operar após interrupção causada por raio, diz fonte da Petrobras

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, no Estado do Rio de Janeiro, voltou a operar nesta quarta-feira, após ficar parada desde segunda-feira, quando um raio atingiu a térmica que fornece energia para a unidade, disse uma fonte da estatal à Reuters.

Segundo a fonte, que pediu para não ser identificada, a refinaria começou a ser religada gradativamente nesta quarta-feira.


"Um raio potente atingiu uma linha de transmissão da TermoRio (térmica) e acabou cortando o fornecimento de energia da Reduc. Nós estamos pendurados na TermoRio. Foi um acidente que o sistema de proteção não conseguiu segurar", disse a fonte.

"Foram várias empresas ali do pólo de Duque de Caxias que foram afetadas", acrescentou.


A Reduc, que tem capacidade para processar 250 mil barris de petróleo por dia, operava no momento do acidente com pouco mais de 220 mil barris, segundo a fonte.

Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.


A fonte revelou que a petroleira já procurou a direção da TermoRio para analisar o acidente e adotar eventuais medidas para evitar que problemas como esse se repitam.

"Temos um sistema de terramento e estamos analisando o acidente. Foi uma infeliz coincidência", afirmou a fonte.


A previsão é que as unidades de craqueamento da Reduc sejam retomadas nessa quarta-feira, normalizando o processamento de óleo na refinaria.

"Ontem e hoje não houve nenhum processamento", declarou.

Apesar do acidente e da paralisação das unidades de processamento, a Reduc conta com estoques suficientes para atender a demanda por até cinco dias.

Mais cedo, o sindicato dos trabalhadores da refinaria havia informado à Reuters que um raio que atingiu o local no domingo havia afetado as operações.

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INVESTIMENTO

A Petrobras pretende investir neste ano e em 2016 entre 70 e 80 milhões de reais na modernização da Reduc, disse a fonte.

"São investimentos para 15 e 16 e estamos falando de entre 70 e 80 milhões em sistemas de utilidade e confiabilidade. Basicamente, são software e hardware, sistemas tecnológicos. O objetivo é garantir a continuidade das operações", declarou.

(Por Jeb Blount e Rodrigo Viga Gaier)

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