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Reservatórios de hidrelétricas do Sudeste devem ficar abaixo de 50% da capacidade, diz ONS

A redução dos níveis deve ficar abaixo da previsão inicial; previsão é de aumento de 3,2% na carga de energia neste mês

Economia|Do R7

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Torre de energia elétrica no entardecer de São José dos Campos (SP) LUCAS LACAZ RUIZ/ESTADÃO CONTEÚDO - 31/07/2024

Em meio à seca que atinge várias regiões do país, os reservatórios de hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste, principal subsistema responsável por 70% do armazenamento do país, devem terminar o mês de setembro com 46,9% da capacidade. Segundo o boletim do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgado nesta sexta-feira (13), essa estimativa é inferior às primeiras revisões realizadas no começo do mês.

Além disso, a previsão é de aumento de consumo de energia. Para o SIN (Sistema Interligado Nacional) a alta da demanda esperada é de 3,2% (79.679 MWmed), percentual superior ao divulgado na última semana (1,5%).


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“A redução dos níveis dos reservatórios é um comportamento previsto ao longo da estação tipicamente seca e é acompanhada pelo ONS, sendo eventualmente necessária a implementação de ações excepcionais”, afirma o ONS.

As informações contam do boletim do PMO (Programa Mensal de Operação) entre os dias 14 e 20 de setembro, que indica os níveis de EAR (Energia Armazenada) ao final de setembro.


Para o subsistema do Sul a projeção é de 48,4% no final do mês. Somente em dois subsistemas a capacidade deverá ser mantida acima de 50%: o Norte (74,3%) e o Nordeste (50,3%).

Com chuvas abaixo da média em todo o país, a previsão é que sejam acionadas usinas termoelétricas de forma antecipada a partir de outubro. Em nota no mês passado, o ONS relatou que não havia risco para o abastecimento de energia.


Horário de verão

Em meio aos impactos da crise hídrica no setor elétrico, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira (12) que o horário de verão é uma “possibilidade”, mas o governo ainda estuda essa e outras medidas. Segundo Silveira, além de trazer impactos energéticos e econômicos, a mudança pode contribuir para reduzir o despacho de térmicas em momentos de demanda máxima.

Tempo seco

A região Sudeste/Centro-Oeste, que abriga as hidrelétricas com os maiores reservatórios do país, não tem previsão de chuvas para os próximos meses.


O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê um período de seca intensa e temperaturas elevadas em diversas áreas do Brasil nos próximos três meses. De acordo com o Boletim Agroclimatológico, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão chuva abaixo da média, com calor extremo, o que deve aumentar o risco de queimadas e incêndios florestais.

A Região Centro-Oeste, que já enfrenta seca desde maio, continuará com condições críticas, afetando especialmente Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As temperaturas serão elevadas com níveis de umidade no solo muito baixos.

No Sudeste, enquanto o sul de São Paulo pode ter chuvas acima da média, o norte do Estado e o oeste de Minas Gerais devem enfrentar temperaturas elevadas e umidade do solo baixa.

As indicações para a Energia Natural Afluente (ENA) seguem abaixo da Média de Longo Termo (MLT) em todos os subsistemas. O Sul apresenta o percentual mais alto, podendo atingir ENA de 53% da MLT no último dia do mês. Na sequência estão o Norte, com 49% da MLT e o Sudeste/Centro-Oeste, com 48%. O Nordeste deve atingir o índice mais baixo, com 42% da MLT.


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