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Safras vê leve atraso na colheita de milho do país, mas umidade eleva produtividade

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A colheita de milho segunda safra do Brasil está ligeiramente atrasada ante o ano passado devido ao clima mais úmido, mas as produtividades estão em níveis recordes e o ritmo dos trabalhos deve acelerar de agora em diante com o tempo mais seco, afirmou nesta segunda-feira a consultoria Safras & Mercado.

Com um outono mais úmido do que no ano passado, "o milho esticou um pouco mais" o período de colheita.

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"Por isso, a colheita está um pouco mais lenta neste ano", afirmou à Reuters o analista da Safras especializado em milho, Paulo Molinari, ressaltando que isso não resulta em qualquer problema significativo.

Até a última sexta-feira, o Brasil havia colhido 5,4 por cento da área cultivada de 10,947 milhões de hectares na segunda safra.

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No mesmo período do ano passado, a colheita da segunda safra nesta época atingia 8,2 por cento da área cultivada de 11,319 milhões de hectares.

Mas a umidade favorável tem colaborado com a obtenção de produtividades recordes nos campos, diferentemente do ano passado, quando as lavouras sofreram os efeitos negativos de uma severa seca.

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"Daqui pra frente vai andar bem a colheita", acrescentou Molinari, referindo-se às condições para as atividades nas lavouras.

O tempo nas principais regiões produtoras do centro-sul do Brasil deve permanecer mais seco no terceiro terço do mês de junho, indicam projeções climáticas.

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Segundo dados da Safras, os trabalhos estão mais avançados no Mato Grosso, onde atingem 11,8 por cento da área; seguido por Goiás, com 3 por cento; e Paraná, com 1 por cento da área colhida.

A consultoria estima a segunda safra em um recorde de 67 milhões de toneladas, enquanto a safra total de milho deverá atingir 106,4 milhões de toneladas, segundo dados divulgados ao final de maio.

"Ano passado teve geada, seca... Área plantada este ano é um pouco menor, mas as produtividades estão lá em cima."

A previsão da Safras para a colheita de milho, assim como a de outras consultorias privadas, difere bastante da divulgada no início de junho pela estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta 93,8 milhões de toneladas (primeira e segunda safras).

Segundo Molinari, o número da Conab subestima o tamanho da colheita do cereal do país.

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(Por Roberto Samora)

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