Secretária aumenta salário e conquista clientes após largar escritório para trabalhar em casa
Deisiane Kuckla, 33, tem cerca de cinco funcionários e já pensa em ampliar o negócio
Economia|Luiz Betti, do R7

A paranaense Deisiane Kuckla, 33, trabalhava há doze anos como secretária de um escritório quando percebeu que muitos dos seus contatos profissionais não tinham alguém pra cuidar da própria agenda ou organizar o contato com seus clientes.
— Foi aí que surgiu a ideia: por que não atender a esse público também?
No começo, ela conta que elaborou uma pesquisa de mercado para identificar a necessidade que os profissionais tinham de uma secretária remota, estratégia que lhe garantiu os primeiros clientes.
— Eu tive apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) quando elaborei meu plano de negócio e não tive de investir quase nenhum dinheiro, já que precisava apenas de telefone, internet e um computador.
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Formada em administração de empresas com especialização em pedagogia empresarial, Deisiane afirma que organização e disciplina foram essenciais para que a sua empreitada vingasse — atualmente ela tem entre doze e vinte clientes, somando os fixos e temporários.
— Eu trabalho como se estivesse na empresa e procuro não misturar os assuntos de casa com os do trabalho.
Despesas administrativas, internet, telefone, papelaria e impostos estão entre os custos do dia-a-dia, além do salário dos cerca de cinco funcionários (prestadores de serviços e parceiros) que trabalham ao lado da secretária remota.
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Quando o assunto é dinheiro, Deisiane comenta que os lucros vieram já no terceiro mês do negócio (ela trabalha há três anos em casa), mas despista ao ser questionada sobre o seu faturamento mensal.
— Eu ganho cerca de 25% a mais do que uma secretária executiva [segundo dados da Catho, o salário médio desse profissional no Brasil é de R$ 2.761], mas o principal é não pegar trânsito, perder tempo e dinheiro nos trajetos. Enfim, a qualidade de vida.
O negócio está dando tão certo que ela já tem planos de duas novas atividades dentro do negócio: uma assistência maturidade, para pessoa idosa que têm vida ativa mas não conseguem organizar as próprias coisas, e serviço de motorista, tanto para idosos quanto para executivos que precisam trabalhar nos trajetos.














