Sete em cada dez restaurantes preveem aumentar faturamento no Dia das Mães
Para 20% dos empresários, expectativa é de aumentar os ganhos em mais de 30% em relação a um domingo normal, afirma Abrasel
Economia|Do R7

Segunda data mais importante para o comércio nacional, o Dia das Mães é também a grande aposta dos donos de bares e restaurantes. Neste ano, a expectativa de aumentar o faturamento em relação a um domingo normal é evidenciada por sete em cada dez (79%) empresários do setor.
De acordo com estudo divulgado pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), 14% dos estabelecimentos não prevê elevar seus lucros neste domingo (14). Os demais 7% projetam queda no faturamento.
Entre os que dizem esperar por um faturamento maior, 30% veem um ganho maior de até 10%. A evolução entre 11% e 30% é citada por outros 30% e 19% estipulam aumentar os lucros em mais de 30% com a data.
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O presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, destaca que as expectativas são motivadas pelo fato de que o Dia das Mães é uma das duas datas mais importantes para o nosso setor, junto com o Dia dos Namorados.
"O otimismo é grande em aumentar o faturamento, mas com os pés no chão, tanto que mais da metade de quem espera aumento diz que será de até 20%. Ainda estamos em uma situação crítica, com muitos estabelecimentos operando sem lucro mês após mês”, avalia Solmucci.
Situação crítica
Apesar do otimismo relatado, o levantamento mostra que a quantidade de bares e restaurantes com prejuízo segue alta. Somente em março, 27% das empresas não conseguiram fechar o mês com as contas no azul.
Em relação aos empréstimos, 68% das empresas dizem ter captado recursos por meio do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), e a inadimplência está em 16%, taxa bem acima da média do programa (de 4,3%).
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Sobre a expectativa de renegociar os débitos como programa lançado pelo governo federal, 40% disseram que tentarão reaver o prazo dos empréstimos, 36% não pretendem fazer isso e 24% ainda não se decidiram.
Houve também um pequeno crescimento no número de empresas com pagamentos em atraso, com alta mensal de 40% para 41%. A maior parte das que devem têm atrasos em relação a impostos federais: 76%.
















