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Setor de caminhões e ônibus se recupera em maio, diz MAN

Economia|Do R7

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As medidas adotadas pelo governo federal para reativar a venda de caminhões e ônibus ajudaram a melhorar o ambiente de negócios do setor a partir de maio, porém não serão suficientes para evitar uma retração das vendas no acumulado de 2014. A previsão é do presidente da MAN Latin America, Roberto Cortez, para quem o setor deve fechar o ano com retração na casa de "dois dígitos", praticamente anulando a alta apurada no ano passado.

"A perspectiva não está tão ruim quanto estava até maio, mas o setor acumula uma queda de 12% e já estamos no meio do ano, por isso é difícil reverter", disse Cortez. "O que temos sentido, principalmente em maio, foi um efeito das medidas do governo, mas muito mais da rapidez da liberação de crédito", complementou.

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Para estimular as vendas de ônibus e caminhões, o governo adotou uma série de medidas, entre elas uma maior facilidade de acesso ao crédito e a simplificação na avaliação de crédito por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Outro pedido do setor é a redução da taxa do Finame, elevada no ano passado de 4% para 6% ao ano. "Termos uma taxa mais interessante seria um fator importante", destaca Cortez.

Após um primeiro trimestre fraco e meses melhores entre abril e maio graças a essas medidas, a tendência para os meses de junho e julho volta a ser menos favorável. Desta vez, em função da realização da Copa do Mundo no Brasil.

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O segundo semestre será marcado pelas eleições e em 2015, com o fim das incertezas relacionadas ao processo político do País, a expectativa é de que o setor volte a dar sinais de recuperação, independente de qual seja o próximo presidente do Brasil. "Não vejo muitas mudanças entre os três candidatos que aparecem nas pesquisas, talvez apenas a rapidez de aplicação de política econômica", analisa o presidente da MAN.

O próximo ano também será marcado pela configuração do novo acordo automobilístico entre Brasil e Argentina. O acordo provisório com prazo de um ano assinado entre os países foi positivo, segundo Cortez, e garante tempo para a elaboração de um novo acerto internacional por um prazo de dez anos.

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