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Só 1 em cada 4 trabalhadores tem contrato fixo, diz órgão da ONU

OIT divulgou nesta segunda o relatório "Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo 2015"

Economia|Do R7

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Carteira de Trabalho: empregados fixos são minoria no mundo
Carteira de Trabalho: empregados fixos são minoria no mundo

O emprego assalariado representa só metade do emprego mundial, a outra parte adota formas como o trabalho autônomo ou atividades econômicas familiares para viver.

Além disso, só um quarto dos trabalhadores tem uma relação laboral estável, de turno integral e com contrato permanente.


As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (18) no relatório "Perspectivas Sociais e do Emprego no Mundo 2015", apresentado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho).

O texto aponta que a insegurança no mercado de trabalho aumentou, tanto nas economias avançadas como nas emergentes.


O modelo considerado "padrão" — o que melhor garante proteção social — já não é predominante entre os empregos gerados, nem sequer nos países desenvolvidos.

As últimas estatísticas disponíveis mostram, por exemplo, que no mundo desenvolvido só 16% de trabalhadores autônomos contribuem com a previdência. No resto do mundo, embora tenha se observado alguma melhora dos contratos e das relações de emprego, a informalidade continua sendo a prática mais generalizada. 


"Os dados indicam um mundo de trabalho cada vez mais diversificado, em alguns casos com formas atípicas de emprego", disse em entrevista coletiva o diretor-geral da OIT, o britânico Guy Ryder. Se uma parte dessas novas formas de relação laboral podem ajudar a conseguir um emprego, "também são o reflexo da insegurança generalizada que afeta muitos trabalhadores no mundo de hoje", acrescentou.

Segundo a instituição, a taxa mundial de desemprego é de 5,9% (201 milhões de pessoas) e de 13% para os jovens, menor que os 6,4% e maior que os 12,9%, respectivamente, registrados em 2000.


A cada ano 40 milhões de pessoas entram no mercado de trabalho.

Um dos maiores desafios da atualidade é resolver o problema da transição dos jovens à vida economicamente ativa, comentou o diretor da área de pesquisa da OIT, Raymond Torres. 

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