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Statkraft prevê R$2 bi para eólicas com vendas em leilão e mercado livre, diz CEO

Economia|Do R7

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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica norueguesa Statkraft pretende investir cerca de 2 bilhões de reais para implementar dois complexos eólicos na Bahia que deverão somar quase 500 megawatts em capacidade, disse à Reuters o presidente da companhia no Brasil, Fernando de Lapuerta.

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A projeção vem após vitória da empresa em leilão realizado na sexta-feira pelo governo brasileiro, no qual a companhia vendeu a distribuidoras cerca de 87,4 megawatts médios em energia dos projetos Ventos de Santa Eugênia e Serra de Mangabeira, o equivalente a 375,6 megawatts em capacidade.

O restante da capacidade dos projetos será negociado com clientes no chamado mercado livre de eletricidade, no qual grandes consumidores compram energia diretamente de geradores.

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"Estamos falando em concreto de quase 500 megawatts, que vão significar investimentos de aproximadamente 2 bilhões de reais no Estado da Bahia. Nossa expectativa seria começar a entregar energia já em 2022", disse Lapuerta.

O negócio, no entanto, não encerra o apetite da Statkraft por expansão no Brasil --a companhia disse no início de setembro que pretendia até quadruplicar sua capacidade no Brasil em cinco anos, a partir de um portfólio de 450 megawatts à época.

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"A gente ainda continua (de olho em oportunidades)", disse Lapuerta.

Segundo ele, a companhia tem avaliado oportunidades de aquisição de ativos eólicos ou solares, ao mesmo tempo em que busca preparar projetos para expansão orgânica, por meio de leilões do governo e vendas no mercado livre.

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Nesse sentido, o executivo acrescentou que a Statkraft deve ter projetos solares e de pequenas hidrelétricas prontos a serem habilitados para leilões de energia no Brasil em 2020.

Lapuerta ainda disse que a companhia teve uma "surpresa positiva" com os resultados do leilão A-6, ao conseguir negociar a energia de seus projetos por preços entre 96,97 reais e 99,88 reais.

No leilão A-4, de junho, as usinas eólicas chegaram a negociar energia a até 79,92 reais por MWh.

"Achamos que o preço final foi bem interessante, do nosso ponto de vista foi um preço bem competitivo frente aos últimos leilões", disse o executivo.

Ele também comentou que a empresa está em negociações com bancos para alternativas de financiamento e com possíveis fornecedores para os projetos eólicos, mas não quis detalhar as conversas.

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