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Brasil e EUA estão em rotas econômicas opostas, explica economista

Superquarta acabou com corte da taxa básica de juros; Selic caiu 0,25 ponto percentual e passou de 14% para 13,75% ao ano

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Superquarta no Brasil resultou em corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano.
  • Nos EUA, a taxa de juros subiu para entre 3,75% e 4% ao ano, gerando críticas de Donald Trump.
  • Brasil e EUA seguem rotas econômicas opostas, com inflação controlada no Brasil e alta nos EUA.
  • Movimentos dos EUA afetam mercados globais, destacando a interdependência econômica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A chamada Superquarta acabou com corte da taxa básica de juros no Brasil. A Selic caiu 0,25 ponto percentual e passou de 14% para 13,75% ao ano. Por outro lado, nos Estados Unidos, a taxa de juros subiu 0,25 ponto percentual, ficando na faixa entre 3,75% e 4% ao ano, medida que, inclusive, foi criticada pelo presidente Donald Trump.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (17), o economista Ricardo Buso aponta que Brasil e EUA estão em rotas econômicas opostas, já que, nos Estados Unidos, a inflação anual está em 3,4%, e eles querem 2%. Enquanto no Brasil, o caminho é inverso: a inflação vem voltando para a meta e a atividade agora vem dando sinais de fraqueza.


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Segundo Buso, por serem a referência econômica mundial, os movimentos adotados pelos Estados Unidos, como as alterações nas taxas, impactam mercados internacionais. Assim, as nações ajustam as políticas frente às condições internas específicas, mas sob influência, destacando que nenhuma economia opera isoladamente sem reflexos externos significativos.

“Esse movimento agora, lá subindo o juro e aqui caindo, está fechando a famosa ‘boca de jacaré’, porque a gente tem que olhar para o diferencial. Se nós pegarmos há pouco tempo, em abril, por exemplo, quando a taxa que antes de abril estava em 15% ao ano e lá estava em 3,5%, nós estamos falando num diferencial de 11,5%. Agora, com essas novas taxas, ele já caiu para 10%. E isso sempre tem riscos de muitos impactos, porque capital não leva desaforo; ele se move para qualquer parte do mundo na hora em que ele bem entender”, diz.

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