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Superintendência do Cade considera complexa compra da XP Investimentos por Itaú Unibanco

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Superintendência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) considerou complexa a compra pelo Itaú Unibanco da corretora XP Investimentos e pediu informações adicionais, de acordo com decisão publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

O órgão avaliou que a transação vai gerar sobreposição horizontal nas atividades de corretagem de valores, administração e gestão de recursos de terceiros e distribuição de produtos de investimentos a clientes, entre outros aspectos que podem afetar a concorrência do setor.

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"Dessa forma, com o objetivo de melhor analisar a dinâmica concorrencial do mercado e as condições de rivalidade nos mercados afetados pela operação, faz-se necessário efetuar novas diligências de forma a aprofundar a análise do caso e oportunizar às partes a possibilidade de apresentação das eficiências decorrentes da operação, que poderiam contrabalançar tal concentração", disse a superintendência em despacho.

Em maio, o Itaú anunciou o acordo para a aquisição de uma participação de 49,9 por cento da XP Investimentos por 6,3 bilhões de reais. O acordo previa ainda que o banco poderá elevar sua participação na corretora para 74,9 por cento até 2022.

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Às 12:26, as ações do Itaú Unibanco recuavam 0,58 por cento, enquanto o Ibovespa tinha variação negativa 0,14 por cento.

Representantes do Itaú Unibanco e da XP Investimentos não comentaram o assunto de imediato. A decisão da superintendência ocorreu depois que em meados de agosto o Cade aprovou sob condições a compra das operações de varejo do Citi no Brasil pelo Itaú Unibanco.

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Quando anunciou o acordo com a XP Investimentos, o presidente-executivo do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou que o grupo financeiro tinha como um dos objetivos na operação ampliar participação no mercado de fundos de investimentos e elevar receitas com serviços nos próximos anos.

O Cade tem se mostrado mais duro na aprovação de negócios bilionários anunciados nos últimos meses, rejeitando várias operações que foram consideradas como complexas.

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Segundo dados da autarquia de defesa da concorrência, neste ano, até início de agosto, nove operações foram declaradas "complexas", contra oito em todo o ano passado e cinco em 2015. Importantes casos declarados complexos acabaram sendo rejeitados como os que envolveram a fusão dos grupos de educação Kroton e Estácio e a compra pelo grupo Ultrapar da rede de postos de combustíveis Alesat.

Ainda em agosto, a superintendência do Cade recomendou reprovação à venda da distribuidora de gás de cozinha Liquigás pela Ultragaz. Além disso, o órgão da autarquia que faz recomendações para decisões a serem tomadas no tribunal do Cade defendeu em setembro negação à compra de ativos de siderurgia do grupo Votorantim pela ArcelorMittal Brasil.

E no início deste mês a superintendência recomendou rejeição para a compra da norte-americana Monsanto pela alemã Bayer. Ainda em outubro, o Cade declarou mais uma transação como complexa, a que envolve compra de alguns ativos da Petrobras em Pernambuco pela mexicana Petrotemex.

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(Por Raquel Stenzel)

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