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‘Taxa das blusinhas’: como ficam as compras internacionais online agora?

Apesar da isenção federal, imposto de até 20% cobrado pelos estados continua em vigor

Economia|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Congresso Nacional aprovou a medida provisória que elimina o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares.
  • Compras de até 3.000 dólares terão imposto reduzido de 60% para 30%, e isenção total para medicamentos sem similar nacional para doenças raras.
  • ICMS, cobrado pelos estados, continua incidindo sobre compras internacionais, variando de 17% a 20%.
  • A medida inclui regras para combater fraudes e prevê avaliações de impacto a cada seis meses.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Compras internacionais de até 3.000 dólares pagam imposto reduzido Reprodução/Pexels - Arquivo

O Congresso Nacional aprovou nesta semana a medida provisória que acaba de vez com a chamada “taxa das blusinhas”. Com isso, o imposto federal de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares (R$ 258) continua zerado, ou seja, as compras não vão ficar mais caras.

Já as compras de até 3.000 dólares pagam imposto reduzido de 60% para 30%. Pela nova lei, pessoas físicas também terão isenção total de impostos para medicamentos sem similar nacional para doenças raras.

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Apesar da isenção federal, os produtos adquiridos pelas plataformas internacionais seguem com a cobrança de outros tributos, como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cobrado pelos estados, que pode variar entre 17% e 20% sobre o valor da compra.

Por exemplo, um pedido de R$ 200 (com o frete) vai custar no final cerca de R$ 234, apenas com a cobrança do ICMS. Já um pedido de R$ 300 terá um acréscimo em torno de R$ 156.

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Entenda

A cinco dias de caducar, a medida provisória foi aprovada pela Câmara e pelo Senado na quinta-feira (3), em votações simbólicas.

Antes, a MP passou por uma comissão mista e teve o texto alterado sob relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), com previsão de avaliar os impactos da medida - para setores têxtil, calçados, brinquedos e cosméticos - três meses após sua entrada em vigor e, depois, a cada seis meses.

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Além disso, a senadora também incluiu regras para combater fraudes, exigindo que os sites façam monitoramento de padrões anormais de remessas e rastreabilidade dos vendedores estrangeiros.

A medida provisória editada pelo governo em maio de 2026 revoga a decisão de 2024, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de cobrar 20% em compras internacionais em plataformas de e-commerce de até 50 dólares e 60% em compras de até 3.000 dólares.

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A cobrança, na época, se deu após uma pressão da indústria e comércio brasileiros, que alegavam concorrência desleal e prejuízos.

Com quase dois anos em vigor, a cobrança — mal-avaliada pela população e vista como um risco em ano de eleições — foi retirada e aguardava análise do Congresso para que a isenção se tornasse permanente.

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