Tendência da eletrificação pode motivar o Brasil a investir mais em energia renovável; entenda
‘A Petrobras, junto com o governo, tem que incentivar a nossa transição para a energia eólica’, afirma economista
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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A atualização da previsão anual para o crescimento da demanda global de petróleo foi divulgada nesta segunda-feira (13) no relatório mensal da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os dados mostram que a projeção diária da demanda foi reduzida em 200 mil barris. A projeção cria a expectativa para que, em 2026, o consumo global ultrapasse 105 milhões de barris da mercadoria.
Com os dados publicados pelo documento e devido à continuidade do bloqueio ao estreito de Ormuz, o economista Rodrigo Simões analisou que o mercado do petróleo fica ainda mais atrativo ao Brasil: “Além da Petrobras exportar mais petróleo por causa da demanda que aumenta, o governo também ganha nos impostos de exportação e toda a cadeia que movimenta”. Contudo, ele alerta sobre a tendência de eletrificação.
O termo está relacionado ao processo de alguns países optarem por alternativas renováveis de energia, por conta de elas terem maior estabilidade no mercado internacional. “O Brasil tem que fazer o seguinte: [...] a Petrobras, junto com o governo, tem que incentivar a nossa transição cada vez mais para a energia eólica e elétrica [...] para a gente ficar menos dependente dessa volatilidade de preço (do petróleo)”.
“Tem que aproveitar que tem essa reserva. Exportar e vender mesmo, e tentar utilizar o retorno desse investimento [...] para você poder investir em energias renováveis”, adicionou o economista no Conexão Record News. Ainda assim, mesmo com o processo da eletrificação, o preço do petróleo não deve cair no futuro. Simões explica que isso ocorre porque, caso contrário, os investimentos feitos nos países fornecedores seriam inviabilizados.
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